Thiago Peixoto defende sociedade e Uber em plenário cheio de taxistas

Deputado goiano é um dos principais defensores do serviço no Brasil e clamou pela regulamentação 

Thiago Peixoto discursa em Plenário | Foto: reprodução

Thiago Peixoto discursa em Plenário | Foto: reprodução

Mesmo em uma reunião onde a maioria dos presentes era formada por taxistas e seus representantes, o deputado federal Thiago Peixoto (PSD-GO) não se intimidou e saiu em defesa do direito de escolha da sociedade.

“Precisamos focar no interesse do cidadão. Não podemos tirar dele o direito de escolher como vai se deslocar pelas cidades”, afirmou, durante Comissão Geral na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (23/11), onde se debateu a polêmica entre táxi e Uber e outros aplicativos de transportes individual

A reunião foi convocada como um dos mecanismos de Grupo de Trabalho que foi instituído pela Presidência da Câmara no início deste mês para debater o tema e tentar encontrar uma solução.

“Eu defendo que aplicativos como o Uber precisam ser, de fato, regulamentados. Mas não concordo com a tese de proibição. Porque isso não é prejudicial à empresa em si, ela atinge a sociedade como um todo. Regulamentar, sim. Proibir, nunca!”, destacou.

O plenário foi tomado por 80% de representantes dos taxistas, convidados por parlamentares e partidos, que fizeram a defesa clara do táxi. Em suas falas, os taxistas reclamaram de perda de espaço no mercado, concorrência desleal e acusaram a Uber de não pagar impostos no país.

Pouca gente, no entanto, pareceu preocupada em focar no interesse real da população, que se posiciona favorável ao serviço.

“Duvido que qualquer pesquisa apontasse que as pessoas são contra os aplicativos e novas tecnologias. Eles vieram como alternativas a mais nos deslocamentos e isso não pode ser deixado de lado”, reiterou o goiano.

Para ele, é importante que o Congresso Nacional tome posição a respeito do tema e faça uma regulamentação federal.

“Enquanto não há uma legislação federal sobre o assunto, as decisões são diferentes nos municípios e estados. No entanto, normalmente, quando os casos ganham as vias judiciais, as decisões são contrárias à reserva de mercado e à proibição o uso de aplicativos”, arrematou.

Proibição

A Comissão Geral desta terça foi convocada para debater a questão e gira em torno de um Projeto de Lei de Carlos Zaratini (PT-SP) que pretende proibir o uso do Uber e de outros aplicativos e coloca o direito de operar o transporte de pessoas em carros menores somente nas mãos dos taxistas.

Mesmo com vários projetos sobre o tema tramitando na Câmara, no início do mês, o PL proibitivo de Zaratini foi desapensado dos demais e colocado para votação em plenário com pedido de urgência. Isso quer dizer que ele deixaria os demais para trás e poderia ser votado de forma definitiva primeiro.

Com o alerta de Thiago Peixoto aos líderes, no entanto, o pedido foi reavaliado, o requerimento de urgência foi suspenso e o tema está sendo debatido no Grupo de Trabalho. Um relatório deve ser apresentado nos próximos dias.

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