“Teremos que parar atividades por inanição”, diz reitor da UFG em reunião com deputados

Representantes das Ifes de Goiás receberam parlamentares da bancada goiana na Câmara Federal

Foto: Carlos Siqueira / UFG

Os reitores das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) de Goiás se reuniram com deputados federais do Estado para tratar sobre a defesa da educação superior pública e gratuita. Edward Madureira, reitor da UFG, falou que as unidades podem parar no segundo semestre.

Durante o encontro, no Centro de Aulas D, da Universidade Federal de Goiás (UFG), os presentes se posicionaram contra o contingenciamento orçamentário. Entre as pautas debatidas, estava a divulgação de informações sobre as instituições, como o alcance do ensino, da pesquisa e da extensão no Estado de Goiás.

Sobre isso, Edward afirmou que estes são elementos informativos importantes para a comissão parlamentar que defende as instituições. Além disso, o reitor citou que todos os gestores das universidades e dos institutos federais estão apreensivos com os cortes. “Vamos ter que parar as atividades acadêmicas por inanição”.

Dados

Na ocasião, Jerônimo Rodrigos, reitor do Instituto Federal de Goiás (IFG), e Vicente Pereira, do Instituto Federal Goiano (IFGoiano), apresentaram os dados institucionais. Assim como a UFG, as duas instituições explicitaram a impossibilidade de manter suas atividades até o fim de 2019.

A deputada federal Flávia Moraes (PDT), que é também a coordenadora da bancada goiana no Congresso, afirmou que “a educação é uma causa que está acima dos interesses partidários”. Em sua fala, ela garantiu apoio dos legisladores do Estado.

“Fizemos uma reunião e temos o apoio da bancada goiana. A maioria não concorda com os encaminhamentos do governo federal para a área da Educação”, declarou ela e destacou a necessidade da criação de estratégias e ações efetivas de defesa da Educação.

Preocupação

Elias Vaz (PSB) disse, ao lado dos demais parlamentares, estar preocupado com o que classificou como ataque aos direitos fundamentais e recursos mínimos da área da educação e também Saúde. Para ele, a defesa desta é área é questão de bom senso.

E o peessebista disse, ainda, reconhecer a importância das instituições superiores de ensino público para os filhos das famílias pobres.

União

“Nossa presença é para vocês terem, em nós, instrumentos de articulação na organização da defesa da universidade e dos institutos federais”, disse o deputado federal petista, Rubens Otoni. Em sua fala, José Nelto (Podemos) endossou seu paio e de sua sigla na defesa da educação superior pública nacional.

Já Adriano do Baldy (PP) assumiu que a bancada goiana está disposta a contribuir com as negociações junto ao MEC. “Busquemos o diálogo para que quem possa ganhar seja a população brasileira”.

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