Cientista Política explica qual o papel das alianças nas candidaturas

Depende do eleitor, a decisão e aceitar uma aliança ou não | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

No dia 29 de novembro teremos o segundo turno das eleições municipais em todo o País. Em Goiânia, disputam a chefia do executivo municipal Maguito Vilela (MDB) e Vanderlan Cardoso (PSD). Ter o apoio dos candidatos que não conseguiram votos para ir ao segundo turno pode fazer a diferença. Mas como diz a Cientista Política e professora da UFG, Denise Paiva, não se trata de uma nova eleição e sim um reposicionamento dos candidatos. “As estratégias e alianças podem fazer a diferença ou não, porque um apoio de um partido ou candidato não significa a escolha do eleitor”, explica ela.

A Cientista Política diz que a transferência de voto é uma coisa complexa e não automática. De fato, os candidatos que disputam o segundo turno terão que ampliar e muito, a quantidade de votos para conseguirem mais e 50% da preferência dos goianienses. E que por isso ter a confiança de um outro candidato e a indicação dele faz a diferença.

Quase todos os candidatos responderam ao pedido do Jornal Opção, para falarem sobre o apoio no segundo turno. Porém, todos os que responderam, disseram que esta decisão será tomada ao longo da semana. Isso ocorre porque a decisão não é única do candidato, mas de um conjunto de pessoas. E mais do que decidir sobre apoiar, esta semana pode ser decisiva para formação de alianças futuras, apoio na prefeitura e até mesmo a cessão de cargos no primeiro escalão.

Para Denise Paiva, a candidata mais cortejada será Adriana Accorsi, por ter tido um grande volume de votos e ficado em terceiro lugar. Questionada se o MDB ser um aliado antigo e se isso iria favorecer um futuro apoio, Denise disse que, “nada é garantido, uma vez que a aliança partiu do prefeito Iris com o Paulo Garcia. Hoje o presidente do MDB é outro, é o Daniel Vilela e a Adriana não é o Paulo. Uma série de elementos vão entrar na conta, realmente teremos que esperar para saber o eles [PT, MDB e PSD] vão decidir”, ressalta.