Temer se diz convicto de que vai reverter quadro econômico

O presidente interino da República Michel Temer (PMDB) afirmou nesta quarta-feira (1º/6) que é possível retomar a confiança, o crescimento e superar a crise

O presidente interino Michel Temer (PMDB) disse que a "agenda positiva" ajudará economia a retomar seu rumo | Foto: Beto Barata/PR

O presidente interino Michel Temer (PMDB) disse que a “agenda positiva” ajudará economia a retomar seu rumo | Foto: Beto Barata/PR

O  presidente interino Michel Temer (PMDB) afirmou nesta quarta-feira (1º/6) que essa é um das “grandes crises” da história do Brasil, mas que é possível reverter quadro econômico. Temer disse ter a “convicção” de que o governo poderá retomar a confiança e o crescimento. Ele evitou falar em “herança” deixada pela presidente afastada Dilma Rousseff (PT).

“O país – não vamos ignorar – se encontra mergulhado numa das grandes crises da sua história, numa conjugação de vários problemas ocasionados por erros dos mais variados ao longo do tempo que comprometem a governabilidade e a qualidade de vida da nossa gente.”

O discurso, realizado no Palácio do Planalto, durante a cerimônia de posse dos presidentes dos bancos públicos, Petrobras e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) citou os mais 11 milhões de desempregados no País e o déficit de R$ 96 bilhões — anunciado pelo governo afastado — seria na verdade de cerca de R$ 170 bilhões.

“Não falarei em herança de espécie nenhuma. Até precisamos modificar esses hábitos que se instalaram no Brasil, como se o passado fosse responsável pelo presente. Não falarei em herança de espécie nenhuma, apenas revelo a verdade dos fatos para que oportunistas não venham a debitar os erros dessa herança em nosso governo.”

Temer disse que o cenário atual “inspira vigilância” na inflação. “Este é o cenário em que assumimos o governo, mas tenho a mais absoluta convicção de que é possível reverter esse quadro e retomar a confiança e o crescimento”, afirmou o presidente interino.

O peemedebista declarou que é preciso um sentimento de união nacional para reverter a crise. A redução da administração pública, discussão e aprovação pelo Congresso da nova meta fiscal e a limitação de despesas, ainda um projeto, com tetos para os gastos públicos foram apontadas por Temer como medidas da “agenda positiva”.

“Todas essas medidas não resolverão da noite para o dia os nossos imensos problemas, mas é preciso imediatamente recuperar a confiança do provo brasileiro”, disse.

Foram empossados por Temer os presidentes da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, da Petrobras, Pedro Parente,do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES), Maria Silvia Bastos, e do Ipea, Ernesto Lozardo. (Com informações da Agência Brasil)

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