STF autoriza quebra de sigilos de Fernando Collor

Pedido se baseia em depoimento do doleiro Alberto Yousseff dentro do inquérito da operação. Segundo ele, o senador teria recebido vários depósitos em dinheiro

Processo contra Collor segue em segredo de justiça e pretende investigar se ele recebeu cerca de R$ 3 milhões em propina | Foto: Agência Senado

Processo contra Collor segue em segredo de justiça e pretende investigar se ele recebeu cerca de R$ 3 milhões em propina | Foto: Agência Senado

O senador Fernando Collor (PTB-AL) teve a quebra de sigilo bancário e fiscal autorizada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida se aplica de 1º de janeiro de 2011 a º de abril de 2014. O pedido partiu da Procuradoria Geral da República (PGR) dentro de inquérito da Operação Lava Jato, que apura se o parlamentar cometeu o crime de lavagem de dinheiro.

A decisão, da última quinta-feira (15/5), está em segredo de justiça e pretende investigar ainda se ele recebeu cerca de R$ 3 milhões em propina em negócio da BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras.

O pedido se baseou a partir de depoimento do doleiro Alberto Youssef. Ele disse que vários depósitos foram direcionados a Collor a pedido de Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, o PP, ministro na época em que o senador era presidente da República.

PP também teve a quebra de sigilo decretada, juntamente com outros três suspeitos. O STF autorizou na mesma decisão a quebra dos sigilos de 12 empresas. Entre elas, o jornal “Gazeta de Alagoas” e a TV Gazeta de Alagoas, que pertencem à família de Collor.

Propina

De acordo reportagem publicada pela “Folha de S. Paulo”, a propina resultou de um contrato no valor de R$ 300 milhões assinado em 2012 entre uma rede de postos de combustíveis de São Paulo e a BR Distribuidora.

O negócio era para que a rede deixasse uma marca de combustíveis e passasse a integrar o grupo de revendedores da BR Distribuidora. Em 2012, foi nesse tipo de operação que teria negociada a propina no valor de 1% do total do contrato, o que corresponde a R$ 3 milhões.

O valor, segundo Youssef, foi arrecadado nos postos em dinheiro vivo, em três parcelas de R$ 1 milhão, e depois repassado a Leoni. O dinheiro era destinado a Collor, afirma o doleiro.

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