Sociedade Goiana de Pediatria defende volta às aulas presenciais

Segundo parecer, comunidade científica mundial tem apresentado dados convincentes que apontam a menor suscetibilidade das crianças à infecção pela covid-19

Aulas presenciais | Foto: Reprodução

A Sociedade Goiana de Pediatria emitiu nota nesta quarta-feira, 23, em que recomenda que o retorno das aulas presenciais nas redes pública e privada de ensino “seja urgentemente considerado”. Segundo aponta o parecer, a comunidade científica mundial tem apresentado dados convincentes que apontam a menor suscetibilidade das crianças à infecção pela covid-19.

A Sociedade Goiana de Pediatria argumenta que apenas 2% dos casos de coronavírus no mundo foram diagnosticados em crianças. Como base de comparação, os sintomas da Covid-19 em pacientes pediátricos são mais brandos do que os quadros de infecção pelo vírus influenza.

“A suspensão das aulas foi uma das estratégias adotadas para conter a transmissão do novo vírus. E ela cumpriu o seu papel. Mas agora é necessário traçar um plano que vislumbre a retomada presencial das aulas. Em muitas nações, com protocolos validados pelas entidades competentes, as aulas presenciais já voltaram a ser realidade”, diz a nota.

Desenvolvimento

A escola, argumenta a entidade, assume papel fundamental no desenvolvimento pleno das crianças e adolescentes, como ambiente propício para a interação social e para aquisição de habilidades cognitivas.

Adicionado a esses fatores, o ambiente escolar é o local de alimentação e acolhimento, onde as crianças são protegidas da violência e da negligência — fatores que são capazes de gerar danos irreversíveis à arquitetura cerebral e comprometer o desempenho futuro do indivíduo.

A SGP deve apresentar ainda, nos próximos dias, documentos técnicos que pontuam os fatores relacionados ao desenvolvimento e comportamento infantil. A entidade deve emitir ainda orientações de infectologistas para o retorno das crianças e adolescentes às aulas presenciais.

Estado

O governador Ronaldo Caiado (DEM) disse na manhã desta quarta-feira que não vê a volta às aulas como atitude prudente neste momento. O democrata avalia que qualquer decisão precoce poderia colocar em risco, não só a saúde dos professores, como também das crianças.

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