O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 1.719, segundo atualização divulgada nesta segunda-feira (29) por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional. O novo balanço aponta ainda 5.034 feridos e 15.866 pessoas desabrigadas, enquanto equipes de resgate de 27 países seguem mobilizadas nas áreas devastadas pelos dois fortes tremores registrados na última semana.

De acordo com Rodríguez, as autoridades já vistoriaram 855 edifícios danificados, dos quais 189 desabaram completamente. A situação mais crítica é registrada no estado costeiro de La Guaira, localizado a cerca de 40 quilômetros ao norte de Caracas, onde bairros inteiros foram reduzidos a escombros. A capital venezuelana também sofreu danos significativos, com o colapso de prédios e o fechamento de oito hospitais por problemas estruturais. Os pacientes dessas unidades foram transferidos para outras clínicas em funcionamento.

Apesar da destruição, o governo informou que cerca de 90% do fornecimento de energia elétrica em La Guaira já foi restabelecido. Ao mesmo tempo, as equipes de busca enfrentam uma corrida contra o tempo. Aproximadamente 2 mil socorristas e 160 cães farejadores, enviados por quase 30 países, continuam vasculhando os escombros na tentativa de localizar sobreviventes, embora as chances de encontrar pessoas com vida diminuam a cada hora.

As Nações Unidas também alertaram para a possibilidade de aumento no número de vítimas. O coordenador da organização na Venezuela, Gianluca Rampolla Del Tindaro, informou que cerca de 50 mil pessoas seguem desaparecidas e confirmou o envio de 10 mil bolsas mortuárias para reforçar as operações de resgate e identificação das vítimas.

Leia também:

Brasil busca virada nos acréscimos, vence Japão e avança às oitavas da Copa do Mundo

Deputado quer conceder cidadania brasileira a Carlo Ancelotti; entenda a proposta