Servidores acusam gestão Iris de manobrar para enfraquecer luta pela data-base

Na tentativa de desarticular movimento que exige reposição salarial de 2017, prefeitura se reuniu com apenas um sindicato

Servidores aglomerados no Paço contra a gestão Iris Rezende | Foto: Rádio Trabalhador

Servidores aglomerados no Paço contra a gestão Iris Rezende | Foto: Rádio Trabalhador

Representantes de 14 sindicatos de servidores municipais denunciaram, na manhã desta quinta-feira (17/8), uma tentativa da gestão Iris Rezende (PMDB) de desarticular o movimento que exige o pagamento da data-base e uma série de direitos.

Em assembleia no Paço Municipal, o grupo “Reaja, Servidor” aguardava uma audiência com o prefeito quando descobriu que um sindicado, o SindiGoiânia, negociava de forma independente com o Executivo.

Espantados com a manobra, as demais entidades deliberativas decidiram continuar a mobilização e marcaram para terça-feira (22/8) uma manifestação na Câmara Municipal para pedir ajuda dos vereadores.

Além disso, uma nova assembleia com indicativo de greve foi marcada para o dia 23 de agosto também no Paço Municipal. Durante discurso, o presidente da Central Única de Trabalhadores em Goiás (CUT Goiás), Mauro Rubem, condenou a ação da gestão Iris.

“Manobrou, fez a política velha de sempre, chamou sindicalistas pelegos para espernear em cima dos direitos dos servidores. A luta continua”, avisou.

Legalmente, o prefeito deveria ter encaminhado à Câmara o projeto de reposição salarial até o dia 1º de maio. Até então, a gestão Iris tem alegado “dificuldade” em pagar a folha salarial e se nega a encaminhar o reajuste de 4,08% da inflação com retroativo a maio.

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