Ministro das Relações Exteriores (e o menos cotado dos tucanos ao Planalto) afirmou que qualidade das gestões nos estados e prefeituras será diferencial

Ministro José Serra | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB), comentou em entrevista à revista IstoÉ a disputa interna em seu partido para a indicação do candidato que disputará a sucessão de Michel Temer (PMDB).

Apesar de ter apoiado a prorrogação do mandato do senador Aécio Neves (MG) à frente do diretório nacional, o chanceler nega que haja qualquer rusga entre ele e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin — considerado, por muitos, o candidato natural do PSDB à Presidência da República em 2018.

“Minha motivação foi manter a unidade do PSDB, evitando a antecipação de possíveis disputas internas que poderiam ocorrer em 2018. Mais ainda, essa unidade é fundamental para darmos força ao governo Temer, que precisa dar certo, pelo bem do Brasil. Posso garantir que minha intenção não foi, nem é, enfraquecer nenhuma possível candidatura presidencial tucana”, rebateu.

Serra, que é o tucano com menores chances de ser o nome do partido ao Planaldo, sustentou que o sucesso das gestões tucanas em estados, como Goiás — do governador Marconi Perillo, que também tem interesse em disputar –, bem como nas prefeituras, fortalecerá o diálogo interno.

Para o chanceler, começar a discutir os “critérios” para escolha do candidato lhe parece “fora de lugar”. “O grande desafio é fazer o país andar. Estamos ainda no começo do começo da reconstrução nacional. Tudo o que precisamos é, em meados de 2018, chegar ao fim do começo. O que importa agora não é o debate sobre critérios de escolha de candidatos, mas sim trabalharmos unidos em função dessa meta”, arrematou.