Senadores goianos avaliam ponto polêmico da PEC emergencial

Votação foi adiada para próxima semana e debate sobre divergências do texto da proposta devem ser levadas ao plenário na quinta-feira, 25

Senado deve votar na próxima semana a PEC Emergencial | Foto: reprodução

O Senado deve votar na próxima terça-feira, 2, a PEC Emergencial, que cria mecanismos de ajuste fiscal para União, estados e municípios. A votação seria inicialmente na quinta-feira, 25, mas, nesta data o plenário será usado para debates e análise da matéria depois da forte reação de várias bancadas com o relatório da PEC.

A reação veio com a proposta do texto de acabar com os pisos constitucionais para gastos em saúde e educação dos estados e municípios. Caso passe pelo Legislativo, os governantes ficam desobrigados de efetuar gastos mínimos nessas áreas.  Os senadores  goianos ouvidos pelo Jornal Opção, argumentam que PEC é sim relevante para o país, mas o ponto divergente deve ser alterado.

O senador Luiz do Carmo (MDB), disse que o assunto precisa ser debatido. “Temos que aprovar essa PEC, ela é muito boa para o Brasil. A única questão que está em torno dessa PEC e que precisa estudar é sobre retirar a obrigatoriedade de aplicar os recursos na educação e na saúde, certo, eu acho que não podemos tirar isso daí”, pontua.

Para ele, a discussão na quinta-feira, 25, será para mobilização na continuidade dos recursos, ou seja, mudar o ponto divergente no texto a cerca do corte de recursos.  “Bem provável que vamos conversar muito a respeito disso. Temos que ver direito, porque fomos pegos de surpresa e isso não estava no texto original”, disse.

O senador Jorge Kajuru  (Cidadania), do bloco independente, disse que não dá para aprovar uma PEC com esses pontos relacionados ao corte na saúde e educação. “Ela é fundamental , e indiscutivelmente temos que achar diálogo para entender que ela tem que ser aprovada. Ela tem erros primários e nós vamos corrigir”, garante o senador.

Votação

Luiz do Carmo afirma que a votação não deve passar de semana que vem. “Precisa ser votada porque tem muitos pontos bons, tirando os pontos que tem divergência, e aprovar no máximo na semana que vem”.  

Já Kajuru, também acredita que a votação não deva passar de semana que vem. “Não pode passar, na verdade ela tinha que sair nesta semana”, conclui.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.