A Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) publicou, na quarta-feira, 22, edital que institui o projeto PSA Brigadas, com pagamento a moradores do Nordeste goiano por serviços ambientais voltados à prevenção, monitoramento e combate inicial a incêndios florestais.

A iniciativa prevê remuneração de R$ 267,24 por período de até 12 horas de atuação, condicionada à validação das atividades realizadas. Cada participante poderá atuar em até 15 períodos por mês, com valores variáveis conforme a participação. Segundo a Semad, “o programa reconhece que ações de prevenção, monitoramento e apoio contribuem diretamente para a proteção da vegetação nativa do Cerrado”.

O projeto será financiado com recursos do Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema) e não configura vínculo empregatício, mas pagamento por serviços ambientais, conforme previsto na legislação. A atuação ocorrerá em regime de escalas voluntárias, organizadas em conjunto com o Corpo de Bombeiros, especialmente entre julho e início de novembro, período de maior incidência de queimadas.

Os participantes receberão equipamentos de proteção individual, capacitação técnica e cobertura de seguro durante as atividades. A execução será coordenada pela Semad, com apoio técnico-operacional do Corpo de Bombeiros Militar.

Quem pode participar

Podem se inscrever moradores com mais de 18 anos dos municípios de Colinas do Sul, Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Teresina de Goiás e São Domingos. É necessário participar do Curso de Formação de Brigadas Comunitárias de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (CBRIC), com carga de 45 horas.

As inscrições começaram no dia 19 de abril e seguem até 29 de abril, com seleção por meio de Teste de Aptidão Física (TAF), conforme cronograma:

  • quarta-feira, 22: São Domingos
  • quinta-feira, 23: Nova Roma
  • sexta-feira, 24: Teresina de Goiás
  • segunda-feira, 27: Cavalcante
  • terça-feira, 28: Colinas do Sul
  • quarta-feira, 29: Alto Paraíso de Goiás

Após a formação, os participantes aptos poderão aderir ao programa e atuar conforme a demanda operacional.

De acordo com a secretaria, a proposta busca integrar comunidades locais às ações de proteção ambiental. “A iniciativa representa um avanço ao unir conhecimento local, prevenção estruturada e resposta rápida aos incêndios florestais”, destaca a coordenação do programa.

Entre os objetivos estão a redução de incêndios no Cerrado, a conservação da biodiversidade, a proteção dos recursos hídricos e a diminuição das emissões de carbono.

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