Secult: Goiânia Noise tem “altíssima relevância cultural”, mas decisão não é do secretário

Em nota-resposta, secretaria explica que projetos para captação da Lei de Incentivo são analisados por colegiados — compostos também pela sociedade civil

A Secretaria Municipal de Cultura (Secult) encaminhou uma nota-resposta esclarecendo informações da matéria sobre o festival Goiânia Noise, veiculada na coluna Cultural do Jornal Opção na última terça-feira (16/9).

No texto, os organizadores do evento lamentaram o fato de não terem sido contemplados pela Lei de Incentivo à Cultura, sob a justificativa de que o projeto não havia “demonstrado o impacto e a relevância cultural suficiente”.

Ao contrário das críticas publicadas, a Secult esclarece que a rejeição do projeto não é uma decisão monocrática do secretário, Ivanor Florêncio (PT).

“Gostaríamos de ressaltar que os projetos aprovados para captação de recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura são analisados em primeira instância pela Comissão de Projetos Culturais (CPC), e em segunda instância pelo Conselho Municipal de Cultura”, versa a nota.

De acordo com a assessoria de imprensa, a composição de ambos colegiados é paritária entre a Secult e a sociedade civil, “com total autonomia nestas decisões”. Inclusive, ressalta que Ivanor abriu mão do direito de presidir o Conselho — “como forma de ampliar a autonomia do mesmo” — e também respeita e não interfere nas decisões, “ainda que não concorde com algumas delas”.

Na nota-resposta, a secretaria diz que, ao contrário do parecer a respeito do festival, considera, sim, o Goiânia Noise como um evento de “altíssima relevância cultural”, com uma história consolidada de divulgação do rock e que projeta a cidade. “Porém, como foi dito antes, não cabe ao secretário a decisão final, embora seja de sua competência homologar o resultado do pleito”, arrematou.

No que diz respeito às tentativas de contato do Jornal Opção, a Secult afirma que desconhece ligações por parte do veículo. Informamos que dois contatos telefônicos foram feitos, um por volta de 14 horas (diretamente à Secult) e outro às 19 horas (à Secretaria Municipal de Comunicação).

Em primeiro lugar, a Secult Goiânia estranha a informação contida no jornal de que sua assessoria de imprensa estava em reunião e que não poderia atender ao jornal. Não houve a citada reunião e, mesmo que houvesse, não seria, como nunca foi, motivo para não atendermos alguma demanda da imprensa. Não registramos na Secretaria nenhuma ligação do jornal sobre o assunto, seja para o gabinete da Secretaria, seja para quaisquer um dos jornalistas que compõem a assessoria de imprensa.

Gostaríamos de ressaltar que os projetos aprovados para captação de recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura são analisados em primeira instância pela Comissão de Projetos Culturais (CPC), e em segunda instância pelo Conselho Municipal de Cultura. Ambos os colegiados têm representação paritária entre a Secult e a sociedade civil, com total autonomia nestas decisões. Portanto, o secretário municipal de Cultura Ivanor Florêncio, que abriu mão do direito de presidir o Conselho como forma de ampliar a autonomia do mesmo, respeita e não interfere nestas decisões, ainda que não concorde com algumas delas.

Entendemos que, ao contrário do parecer a respeito do referido festival, o Goiânia Noise é um evento de altíssima relevância cultural, com uma história consolidada de divulgação do rock e entretenimento, projetando o nome de Goiânia para o Brasil e até no exterior. Porém, como foi dito antes, não cabe ao secretário a decisão final, embora seja de sua competência homologar o resultado do pleito.

Informamos que o edital da Lei Municipal de Incentivo à Cultura 2015 recebeu mais de 440 inscrições, quase o dobro em relação a 2014, e aprovou 226 projetos, que vão dividir o recurso total de cerca de R$ 6 milhões. Vale lembrar que este montante representa um aumento próximo de 50% em relação a 2014, quando foram aprovados 146 projetos. Números que demonstram o avanço por parte da Secretaria Municipal de Cultura no sentido de dar fomento à produção cultural em nossa cidade.

É importante salientar também que parte significativa dos projetos aprovados contemplaram artistas que jamais haviam obtido o incentivo da Lei Municipal de Incentivo à Cultural.

Assessoria de Imprensa da Secult Goiânia

 

 

Uma resposta para “Secult: Goiânia Noise tem “altíssima relevância cultural”, mas decisão não é do secretário”

  1. Avatar Ary Martins disse:

    Essa nova forma de distribuir as competências para aprovação de projetos, cada um autônomo, não é mais prejudicial, na medida que gera conflitos dispensáveis, tornando a coisa toda mais ininteligível? Há critérios de embasamento para ambos os colegiados?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.