Secretária não responde denúncia sobre UTIs e diz que volta com PowerPoint para explicar

Fátima Mrué garantiu que todo recurso que chega à pasta é “remetido a fornecedores e prestadores”. Secretaria de Estado da Saúde contradiz informação

Fátima Mrué | Foto: Larissa Quixabeira

A secretária da Saúde de Goiânia, Fátima Mrué, afirmou, durante sessão na Câmara Municipal desta quinta-feira (19/10), que há um déficit grande na pasta e que não contingencia nenhum recurso que chega, nem do Estado, nem da União.

A informação foi dada após o vereador Clécio Alves (PMDB) questioná-la sobre o atraso no pagamento dos servidores terceirizados da capital, bem como sobre a denúncia feita pela Secretaria de Estado da Saúde que diagnosticou não pagamento injustificado por parte da gestão Iris Rezende (PMDB) aos hospitais privados conveniados.

“Nós temos um déficit mensal que é grande, motivado especialmente por um edital de 2014, no qual se inscreveram mais de 100 prestadores, e a contratualização do valor mensal, fora insumos, é uma conta superior a tudo que se recebe, há um déficit”, rebateu.

Segundo ela, o déficit se arrasta há três anos e que não se pagava os incentivos do Estado para UTI desde então. “Tenho documentação, posso trazer para os senhores”, disse. Não obstante, a titular da pasta assegurou que tais repasses não estavam sequer “auditados” e que não são pagos desde 2014.

“Solicitamos auditoria, que chegou em julho, e já pagamos mais de 50% deles. Também tenho documentação. Único incentivo de repasse de outro ente que ainda não foi pago é de um prestador. A irregularidade é antiga”, disse.

Apesar do assunto ter dominado os noticiários de Goiás desde a semana passada, Fátima Mrué disse que não estava “preparada” com documentação para responder sobre a questão do atraso nos repasses aos terceirizados e aos hospitais conveniados. Aliás, ela chegou a pedir o presidente, Andrey Azeredo (PMDB), que definisse a pauta das perguntas.

Ao responder um questionamento da vereadora Priscilla Tejota (PSD), autora do requerimento de convocação, a secretária se propôs publicamente a voltar à Câmara, a “qualquer momento” para discutir qualquer tópico. “Trago tudo em PowerPoint”, completou.

Convocação

A  convocação foi feita após aprovação do requerimento da oposicionista Priscilla Tejota (PSD), uma das principais vozes contrárias ao Paço, e é uma resposta à maneira como Fátima Mrué tem tratado os vereadores: não os recebe, nem atende pedidos e já até teria falado mal do Legislativo.

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