Secretaria diz que surto de H1N1 na Vila São Cottolengo está controlado

Ministério da Saúde informou que não poderá adiantar a campanha de vacinação contra a doença, prevista para ter início em 16 de abril

Foto: Divulgação / SES-GO

A gerente de vigilância epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), Magna Maria de Carvalho assegurou na manhã desta sexta-feira (16/3), em entrevista coletiva, que o surto de H1N1 na Vila São Cotolengo está controlado e que não existe surto da doença em Goiás.

A gerente confirmou a ocorrência de 16 casos de H1N1 no Estado em 2018, sendo seis de pacientes da Vila São José Bento Cottolengo. Ela disse ainda que todas as medidas de prevenção e proteção aos pacientes e servidores sendo adotadas.

Além dos seis casos de Trindade, houve a confirmação de mais seis casos de Goiânia, dois em Aparecida de Goiânia, um em Anápolis e outra em Caturai. Desses casos, um veio a óbito – paciente da Vila São Cottolengo. Entre essas confirmações de Influenza H1N1, seis pacientes ainda continuam internados.

“O surto de H1N1 está concentrado na unidade de Trindade. Na capital e em outros municípios os casos aconteceram de forma isolada”, ressalta. Dos casos notificados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), esse ano houve 102, redução de 34% em comparação com o mesmo período de 2017, que registrou 159.

A gerente também afirmou que recebeu essa semana uma confirmação do Ministério da Saúde de que não será possível antecipar a vacinação contra H1N1. “A resposta que tivemos do Ministério é que não será possível antecipar para Goiás ou para qualquer outro estado do país, tendo em vista que não possuem a vacina nesse momento”, comentou. A campanha nacional de vacinação contra influenza está programada para o período de 16 de abril a 25 de maio para grupos prioritários, conforme orientação do Ministério da Saúde.

Vila São Cottolengo

Desde que foi informada da existência de casos de H1N1 na Vila São José Bento Cottolengo, na semana passada, a SES-GO passou a adotar medidas preventivas na unidade filantrópica, entre as quais as ações de bloqueio.

Os pacientes com sinais característicos da doença estão em um ambiente separado na vila, sem contato com os demais internos. A SES-GO também recomendou à direção da unidade filantrópica a proibição temporária de visitas, para que não haja a disseminação do vírus da Influenza. Houve ainda, nessa semana, a aplicação da vacina contra alguns tipos de pneumonia para os pacientes e servidores. No total ainda nove internos estão em isolamento.

Segundo a gerente, está sendo feita a vigilância intensa dos internos da entidade filantrópica, para a detecção dos que apresentam sintomas e imediata realização do tratamento. Também foi recomendada a profilaxia dos funcionários que apresentam fatores de risco para a Influenza, entre os quais a existência de doenças crônicas, como diabetes e doenças neurológicas e pulmonares.

Prevenção

A população pode adotar algumas precauções para evitar o contágio. Por exemplo, evitar levar crianças muito pequenas, gestantes ou idosos em locais onde há aglomeração; lavar, sempre, as mãos com água e sabão ao voltar da rua ou sempre que tiver contato com muitas pessoas; usar lenços de papel ao tossir e espirrar e, diante de qualquer sinal de alarme como febre alta, falta de ar e dor no corpo procurar, imediatamente, auxílio médico.

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