Sandro Mabel diz que proposta de desvios no FCO para o Governo é preocupante

“Não há razão para tirar dinheiro que é para investimentos, para gerar mais emprego e mais riqueza”

Foto: Alex Malheiros

Possibilidade do governo estadual direcionar 30% do Fundo de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) para investimentos e custeio preocupa presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel. “Não há razão para tirar dinheiro que já é para investimentos, para gerar mais empregos e mais riqueza.”

Para socorrer o Estado, o governador Ronaldo Caiado (DEM), pensa nessa alternativa. Como o Plano Mansueto, que foi prometido como ajuda, não foi enviado à Câmara Federal, o gestor de Goiás sugeriu a edição de uma Medida Provisória pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), que permita a utilização do FCO para recuperar Estados.

O presidente, inclusive, teria concordado e solicitado à equipe técnica da Casa Civil que elaborasse o texto da proposta. Ela pode ser editada nos próximos dias.

Contra

Sandro Mabel disse ao Jornal Opção que concordaria com a proposta, caso o desvio seja destinado, também, para o setor produtivo — com estradas ou outras demandas pontuais. “Mas, se não for o caso, não há razão para tirar dinheiro do fundo”.

O FCO, hoje, é um fundo constitucional destinado apenas para o setor empresarial. Se aprovada a MP, a administração estadual poderá adquirir o empréstimo, por meio do Banco do Brasil, no valor referente a 30% do que é repassado pelo Governo Federal.

Essa MP incluiria um texto à Constituição com ampliação às instituições que podem aderir ao empréstimo. Assim, será possível que o poder público seja beneficiado.

O empréstimo, vale ressaltar, seria pago pelo Governo de Goiás. Da mesma forma que, hoje, uma entidade privada realiza o adimplemento.

CPI dos Incentivos

Na ocasião, o presidente da Fieg também falou sobre a CPI dos Incentivos Fiscais, da Assembleia Legislativa. Para Sandro, ela é “preocupante” e o assunto poderia ser tratado de “forma pontual”. “Eu mesmo perdi três empresas grandes que viriam para Goiás”, lamentou.

A justificativa, segundo ele, é a instabilidade e insegurança jurídica que o governo passa “e a Assembleia também não deixa de passar, fazendo uma CPI dessa”. Mabel diz, ainda, que os empresários questionam: “Será que o incentivo nesse Estado vale? O Estado não tem incentivo forte, o que eu vou fazer lá?”.

Para ele é preciso virar essa página. “Estão cumprindo o papel deles [deputados]. Tomara que cumpram logo para que a gente possa sair fazendo propaganda boa para o nosso Estado”, finalizou.

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