Rombo nas contas do governo é recorde para julho em 20 anos

Déficit primário no mês foi de R$ 20,15 bilhões, conforme o Tesouro Nacional

Presidente Michel Temer acompanhado do Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles e do Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Dyogo Oliveira | Foto: Marcos Corrêa/PR

O governo central — que reúne Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social — registrou déficit primário de R$ 20,152 bilhões em julho, informou o Tesouro Nacional nesta terça-feira (29/8), com as receitas recuando mais do que as despesas no período. É o pior resultado para julho em 20 anos, desde o início da série histórica, em 1997.

As informações da agência de notícias Reuters, que tinha feito pesquisa com analistas. O resultado foi pior do que o rombo de R$ 18,3 bilhões projetado no levantamento da agência. O rombo acumulado em 12 meses chegou a R$ 183,7 bilhões, muito acima da meta de rombo já piorada recentemente de R$ 159 bilhões.

Houve queda das despesas do governo central em 4,2% em julho em relação a um ano antes, já descontada a inflação, a R$ 109,282 bilhões. Segundo o Tesouro, não fossem a antecipação do pagamento de precatórios, o rombo primário teria sido de R$ 58,2 bilhões no mês.

Como sempre, o aumento das despesas em benefícios previdenciários, dessa vez em 6,9%, foi um dos itens que mais pesaram para o rombo, atrás das despesas com pessoal e encargos sociais, de 9% em julho, sobre o ano anterior.

O Tesouro informou, ainda, que as receitas líquidas totais mostraram queda real de 5,5% no período, para R$ 89,130 bilhões. Diante das dificuldades com a arrecadação, o governo elevou neste mês as metas de déficit primário deste ano e do próximo a R$ 159 bilhões, confirmando a tendência de piora das contas públicas.

A reportagem lembra que as novas metas precisam ser aprovadas no Congresso até o dia 31 deste mês.

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