Rollemberg quer levar modelo de OS na Saúde para o DF

Governador anunciou que irá discutir o sistema após visita ao Hugol, na companhia de Marconi Perillo. “Estou impressionado com a qualidade do serviço em Goiás”, disse 

Foto: Lailson Damasio

Governador Marconi Perillo mostrou modelo de OS na Saúde ao governador do DF, Rodrigo Rollemberg, em visita ao Hugol | Foto: Lailson Damasio

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), anunciou na manhã desta sexta-feira (4/12) que vai levar o modelo goiano de gestão da saúde pública pelas Organizações Sociais (OS) para ser discutido e implementado em Brasília (DF). O anúncio foi feito durante visita às instalações do Hospital de Urgências Otávio Lage de Siqueira (Hugol), na companhia do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e auxiliares do governo goiano.

“É um modelo inteligente e eficiente de gerir a Saúde. Vamos levá-lo para ser discutido em Brasília”, afirmou Rollemberg, acompanhado por uma comitiva de quatro deputados e dois secretários. “Estou impressionado com a qualidade do serviço”, completou.

Marconi Perillo explicou que a situação de hoje é muito diferente da registrada em 2011. “Antes era tão grave que chegamos a pensar em fechar cinco hospitais no Estado”, comentou.

Governadores do DF e de Goiás discutem sistema de OS | Foto: Lailson Damasio

Governadores do DF e de Goiás discutem sistema de OS | Foto: Lailson Damasio

De acordo com o tucano, foi feita uma força-tarefa na Saúde com mais de 50 reuniões. O grupo começou a trabalhar pensando em mudanças necessárias e após cronograma feito por procuradores, em três meses o Estado chamou a primeira OS. A partir daí, segundo tucano, a situação começou a mudar.

O governador frisou que para melhorar a Saúde basta que governos tenham coragem de quebrar paradigmas e mudar conceitos, especialmente na gestão. “É preciso ter uma boa equipe, mas é preciso também ter a decisão política de fazer a mudança”, afirmou Marconi.

Marconi ressaltou que os resultados positivos desse projeto estão sendo muito satisfatórios e extensivos a todas as unidades de Saúde de grande e médio porte do Estado. “Estamos no hospital mais novo. Mas poderíamos fazer um sorteio entre as 17 unidades do Estado e levá-los a qualquer um deles. A única exceção é o Hospital de Medicina Alternativa, que estamos chamando a OS agora”, explicou. Segundo o tucano, todos os outros hospitais são administrados por OS e há um atendimento satisfatório do cidadão. “Estamos praticando a saúde humanizada em Goiás”, destacou.

Foto: Lailson Damasio

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O governador ressaltou ainda que quatro hospitais goianos têm o título da Organização Nacional de Acreditação (ONA), entidade não governamental responsável pela avaliação das unidades de saúde pública. O Crer e o HGG são considerado ONA 2, um nível mais elevado. Já o HDT e o Hospital de Urgência da Região Sudoeste (Hurso) são ONA 1.

De acordo com o tucano, Goiás vai ter uma rede de 10 hospitais de urgência. O objetivo é concluir até o final deste mandato mais quatro, sendo três no Entorno no DF. “Isso vai transformar Goiás numa referencia na área da Saúde. Esse modelo é o que deu certo aqui, em Pernambuco, na Bahia, São Paulo, Minas Gerais. Aqui quebramos o paradigma dos velhos. Os novos são mais fáceis”, disse.

Em Brasília, o modelo de OS é aplicado apenas em parte do atendimento do Hospital da Criança, gerenciado pela Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer (Abrace). A ideia de Rollemberg é expandir o projeto, como forma de requalificar o serviço.

A equipe do DF é a 13ª a visitar as instalações dos hospitais goianos geridos por OSs apenas neste ano. Os governadores do Maranhão, Alagoas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Rondônia, Sergipe, entre outros, estivem nas principais unidades de Saúde e já formulam projetos baseados no modelo de Goiás.

Melhorias com as OSs

Secretário Thiago Peixoto, governador Marconi Perillo, deputado estadual Gustavo Sebba e governador do DF | Foto: Lailson Damasio

Secretário Leonardo Vilela, governador Marconi Perillo, deputado estadual Gustavo Sebba e governador do DF | Foto: Lailson Damasio

O secretário de Saúde, Leonardo Vilela, destacou à equipe do DF avanços no funcionamento, atendimento, aplicação e racionalização de recursos por meio desse modelo em Goiás. “Não temos mais notícias na mídia de falta de atendimento, falta de leito e de UTI. A OS, na verdade, é administrada pelo governo, que deve impor suas diretrizes, realizar a fiscalização e controle. Temos expertise com o Crer desde 2002. Mudamos o cenário da Saúde pública em Goiás de forma satisfatória”, disse.

O procurador-geral de Justiça, Lauro Machado, destacou que, no início da implantação das OSs na Saúde, o Ministério Público de Goiás (MPGO) exerceu seu papel fiscalizador e fez questionamentos. “Hoje devemos reconhecer que é um exemplo de sucesso. Não vemos mais corredores lotados, não há mais ocorrência, praticamente, dentro do MP dos hospitais gerenciados por OS. Este é um mérito de eficiência da aplicação de recursos públicos”, afirmou.

O Hugol é a mais nova unidade administrada por OS no Estado. Em menos de seis meses de funcionamento, já foram realizados mais de 17 mil atendimentos, 3 mil internações, 4.783 cirurgias e 127 mil exames. Os dados foram apresentados pelo diretor-geral da unidade, Hélio Ponciano: “Isso porque ainda não estamos em nossa plenitude. Estes números podem ser ainda maiores. Sabemos que 55% dos pacientes são de Goiânia. E que, destes, 90% são oriundos da própria região Noroeste. Estamos destacando no atendimento de queimaduras, entre outras especialidades médicas”.

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