Paço estuda proposta para atender 30% dos professores que seguem em greve

Prefeito também lamentou episódios de agressões promovidos por parte de manifestantes, na manhã desta quinta-feira, 31 

A Prefeitura de Goiânia trabalha para viabilizar um acordo com os 30% dos professores da rede municipal de Educação que seguem em greve. Os estudos, segundo o prefeito Rogério Cruz (Republicanos), consideram o impacto do reajuste na folha de pagamento, que hoje chega a quase R$ 250 milhões por mês; o limite legal de gastos com remuneração do servidores; as demandas por planos de carreiras, e entre outros, os vencimentos e benefícios para os outros servidores. Ao todo, a Prefeitura de Goiânia tem quase 50 mil funcionários. Desse total, quase 20 mil são da Secretaria Municipal de Educação (SME).

“Tenho orgulho em dizer que a média de remuneração de um professor da rede municipal é superior a R$ 6 mil, e vamos aumentar ainda mais, de forma a valorizar os trabalhadores, mas dentro das possibilidades fiscais do Município”, diz Rogério Cruz. O objetivo da administração é que a nova proposta leve à pacificação e que ocorra retorno integral das aulas aos mais de 100 mil alunos matriculados na rede municipal. Segundo dados da própria Prefeitura de Goiânia, até a quarta-feira, 30, 121 escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) haviam desistido da paralisação. Das 370 unidades, 259 já atendem aos estudantes, o que representa 70% das instituições municipais de ensino da capital. E, em outras 40 escolas, há registro de retorno gradual dos professores.

Um encontro para debater a nova proposta aos professores já foi marcado para que o secretário municipal de Educação, Wellington Bessa, apresente o novo reajuste à presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), Bia de Lima. “Não colocamos um número que amanhã não teremos condições de pagar aos servidores, isso não posso fazer. Nós pagamos a folha na data certa porque temos condições de fazer isso. E estejam certos de que trabalhamos, avaliamos para a data-base proposta e piso virem já no próximo mês, tudo adequado e com respeito à categoria”, afirma o prefeito. “Estejam certos de que trabalhamos novo percentual para vir já no próximo mês, tudo adequado e com respeito à categoria”, acrescenta.

Ele lembrou ainda que a área educacional foi muito prejudicada pela Covid-19. “Estamos lutando para repor o que foi perdido e para colocar nossas crianças no patamar que elas merecem estar. Essa não é uma tarefa fácil, mas temos feito a nossa parte”, emenda. Apesar dos esforços para solucionar a questão, dois homens foram detidos pela Guarda Civil Metropolitana na manhã desta quinta-feira, 31, após serem acusados de agressão ao prefeito Rogério Cruz e à primeira-dama, Thelma Cruz.

O episódio ocorreu na saída do evento de inauguração do Cmei Vila Areião, no Loteamento Areião, em Goiânia. Ao deixar o local do evento, Cruz parou para conversar com manifestantes, quando se iniciou um tumulto por parte de grevistas e foi atingido por água. “As cenas de desrespeito e violência geradas hoje por alguns manifestantes mancham uma categoria que exerce um trabalho tão nobre, que é ensinar pela educação e o bom exemplo”, lamenta.

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