Revitalização “não contempla a Feira Hippie”, diz presidente da Associação dos Feirantes

Waldivino da Silva afirmou que proposta da revitalização da Praça do Trabalhador atende 4224 bancas, mas o local comporta, hoje, 5885

Feira Hippie será afetada pela revitalização da Praça do Trabalhador | Foto: reprodução

A revitalização da Praça do Trabalhador voltou a ser pauta nesta segunda-feira (19/11), depois da audiência pública na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Promovida pelo deputado Humberto Aidar (MDB) e com o tema “Revitalização da Praça do Trabalhador e Entorno”, evento mostrou as divergências encontradas pelos feirantes que trabalham na Feira Hippie que acontece nos finais de semana no local.

De acordo com o presidente da Associação dos Feirantes, Valdivino Silva, o projeto “não contempla a Feira Hippie”, pois atende “4224 bancas, se o local comporta, atualmente 5885”. “Esse projeto hoje, com a passagem a leste oeste diminuiu o espaço da feira e nós não teremos condições de agasalhas 1600 pessoas que vão ficar desalojadas”, declarou, lembrando da reforma de prolongamento da Avenida Leste-Oeste até Senador Canedo.

Valdivino disse que a prefeitura e a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra) foram procuradas, mas, até então, ninguém havia enviado o projeto, que foi encontrado, segundo ele, “no site da prefeitura”. “Agora o feirante ta aí, preocupado”, alertou.

O presidente da Associação dos Feirantes da Feira Hippie lembrou, também, do último projeto visto por ele foi o de 2015, com a mesma ideia de se fazer um estacionamento no local durante a maior parte da semana.

“Nós rechaçamos esse projeto na época. Fomos até a Câmara Municipal e protestamos contra ele porque não pensaram nos feirantes”, conta. Segundo ele, a reivindicação é que o tamanho das bancas dos feirantes seja contemplado no projeto, resguardando o espaço atual de dois metros quadrados.

Responsável pela audiência, Humberto afirmou que é impossível promover a revitalização da Praça do Trabalhador sem ouvir os representantes dos mais de cinco mil feirantes. “Queremos esclarecer se as bancas vão ocupar que espaço, se isso será feito por módulos, ou se eles querem transferir para outro local”, explicou o parlamentar.

Já o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Dolzonan Mattos, confirmou que a revitalização da Praça do Trabalhador faz parte do projeto da Avenida Leste-Oeste e que o prolongamento da avenida vai passar entre a praça e a Rodoviária, cortando a Rua 44 e até mesmo desapropriando parte de imóveis desta região comercial da Capital.

O secretário explicou, também, que as propostas dos interessados pela obra só serão recebidas no dia 19 de novembro e o serviço só deverá ser iniciado a partir de março do próximo ano, após o período de chuva.

Segundo Dolzona, a prefeitura ainda vai negociar com os feirantes sobre como será a distribuição dos profissionais e suas bancas durante a obra, de modo que a Feira Hippie possa ter o menor impacto possível.

Para mais esclarecimentos, a reportagem entrou em contato com a seinfra, mas não obteve respostas até a publicação desta matéria.

Duas obras

Vale lembrar que a Praça do Trabalhador é o ponto de encontro de duas das mais importantes obras de vias da capital. Além do prolongamento da Avenida Leste Oeste, o local onde acontece a Feira Hippie também fica no meio do projeto do BRT Norte-Sul, reforma que também segue sem previsão e que prevê a mudança temporária da Feira Hippie quando for necessário trabalhar na quadra.

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