Revista Exame afirma que Hugo é “referência” de gestão pública em Saúde

Veículo destacou o hospital goiano, mostrando a evolução na qualidade de atendimento após a transferência da gestão da unidade para o modelo de Organizações Sociais

Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção

Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção

O povo goiano se deparou com uma reportagem envolvendo o Estado de Goiás na última edição da revista Exame, que acaba de chegar às bancas de todo o país. O texto mostra a revolução de qualidade no atendimento do Hospital de Urgências de Goiânia, o Hugo 1, após a transferência da gestão da unidade para o modelo de Organizações Sociais.

A reportagem reproduz declaração de presidente do Hospital Albert Einstein, Cláudio Lottenberg, segundo o qual “as práticas de gestão e assistência aos pacientes (no Hugo) não devem nada às das melhores unidades de Saúde privada do país”.

Intitulada “Terapia Intensiva”, a reportagem da revista semanal diz que “o maior hospital público de Goiás quase foi interditado devido ao péssimo atendimento” e que, “três anos depois de adotar princípios de gestão de empresa privada, virou referência nacional”.

A reportagem firma que as péssimas condições de infraestrutura, a falta de remédios, a ausência de critérios para a realização de cirurgias e o desperdício de recursos ficaram no passado quando, há três anos, o governador Marconi Perillo (PSDB) resolveu transferir a gestão da unidade para organizações sociais, após cogitar fechar a unidade em função da infinidade de problemas.

“Esses problemas começaram a ser resolvidos quando o governo de Goiás repassou a gestão ao Gerir, após a realização de uma concorrência pública chamando interessados em administrar o hospital. A exigência era tirar a instituição do caos”, afirma a reportagem, que continua: “A gestão privada livrou o hospital das amarras da máquina pública. No novo modelo, o orçamento só aumenta com o cumprimento de metas de produtividade e qualidade do serviço.”

No texto, é possível ver declarações do presidente do hospital paulista Albert Einstein, Claudio Lottenberg – que recentemente esteve no Hugo –, atestando a revolução no atendimento. “As práticas de gestão e assistência aos pacientes não devem nada às das melhores unidades de Saúde privada do país”, diz Lottenberg. A matéria informa ainda que secretários e gestores da área da Saúde de diversas partes do País passaram a vir a Goiás para conhecer o hospital.

A Exame diz ainda que o novo modelo de gestão permitiu um corte de 30% nas despesas da unidade, que passou a operar com orçamento fixo, independentemente da quantidade de procedimentos realizados. Essa nova prática, conforme texto, mudou a cultura de antedimento do hospital, fazendo com que os médicos passassem a priorizar a vocação central do Hugo 1 — que é se concentrar no tratamento dos grandes traumas, como vítimas de acidentes de trânsito.

Além do Hugo1, Goiás ainda tem o Hugol, inaugurado no início deste mês com a presença do ministro da Saúde, Arthur Chioro. Na última sexta-feira (17/7), o ministro veio a Goiânia — pela segunda vez em menos de 15 dias — para participar da inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Ambrosina Coimbra Bueno, em Aparecida de Goiânia. Na ocasião, Chioro lembrou do Hugol e afirmou que é um hospital que “não deixa nada a desejar” em relação a hospitais particulares. “Eu não tenho dúvida nenhuma de que o repasse de verbas do governo federal para a manutenção do hospital é um dinheiro muito bem empregado.”

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