Representantes do setor de eventos diz que é momento certo para abertura

O setor quer realizar dentro do mês de novembro um evento teste, com o intuito de demonstrar às autoridades e à sociedade os protocolos a serem utilizados

Centro de Convenções de Goiânia | Foto: Reprodução

Após sete meses, o setor de eventos sociais foi autorizado a retomar as atividades em Goiânia. A decisão foi tomada em reunião realizada na última terça-feira, 13, pelo Centro de Operações de Emergência (COE) na capital. A partir da liberação, a intenção do segmento é realizar dentro do mês de novembro um evento teste com o intuito de demonstrar às autoridades e à sociedade os protocolos a serem utilizados.

O argumento levado pelo setor junto ao COE é que é preciso preparação para que um evento ocorra a contento. Com isso, o setor espera que uma retomada efetiva só se dê em 2021. “Precisamos voltar a ter contato com os clientes, fazê-los ficar mais próximos de nós. É preciso que o participante tenha segurança para viajar. Tirando eventos corporativos, não contamos com uma retomada de imediato”, avalia a vice-presidente Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade, Fernanda Cury.

Segundo Fernanda Cury, qualquer evento precisa de planejamento para realizá-lo e isso leva tempo. Para um congresso que tenha uma feira, é preciso fechar com patrocinador, resolver questões de logística, além de dar segurança para o participante.

“Não é possível fazer um evento em 15 dias. Tanto é que estamos com projeto para realização de um evento modelo em novembro, para mostrar ao Ministério Público, às autoridades de saúde e à sociedade, os protocolos e a segurança que podemos oferecer”, diz.

Segundo dados da Federação de Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio), pelo menos 150 casas de evento sofreram prejuízos durante o período de fechamento para contenção do coronavírus somente na capital. Com cancelamentos de mais de 300 eventos durante o ano.

“No momento em que fomos o primeiro segmento a fechar, sabíamos que seríamos os últimos a abrir. Pois nossa área tem aglomeração. Mas considero que é o momento certo para abertura”, avalia Fernanda Cury, que também é vice-presidente da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc).

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