Renda do goiano é a menor do Centro-Oeste e está abaixo da média brasileira, revela IBGE

De acordo com estimativa da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, trabalhador de Goiás recebe R$ 1.031, metade do que ganham os brasilienses

Vista panorâmica de Goiânia: IBGE avalia renda do Estado melhor apenas que a do Norte e Nordeste | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Vista panorâmica de Goiânia: IBGE avalia renda do Estado melhor apenas que a do Norte e Nordeste | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (26/2) a compilação dos resultados de 2014 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que elenca as estimativas de rendimento nominal domiciliar per capita de todas as 27 unidades da federação. De acordo com o documento, o goiano recebe, em média, R$ 1.031.

O valor é o mais baixo do Centro-Oeste e também está aquém da média nacional, que é de R$ R$ 1.052 (veja tabela completa abaixo). O vizinho Distrito Federal lidera o ranking, com o maior rendimento: R$ 2.055 — quase o dobro do que a média aferida em Goiás.

São Paulo se encontra na 2ª posição, com uma renda média de R$ 1.432, seguido pelos três Estados do Sul: Rio Grande do Sul, com R$ 1.318; Santa Catarina, com R$ 1.245, e o Paraná, com R$ 1.210.

Na outra ponta, com os piores índices de rendimento nominal domiciliar, estão três Estados do Nordeste. A menor renda por pessoa foi registrada no Maranhão, apenas R$ 461, seguido pelo Alagoas, com R$ 604, e o Ceará, com R$ 616.

Chama atenção o fato de que todos os Estados do Norte e Nordeste têm rendimento nominal familiar per capita abaixo dos R$ 1 mil.

Dados

As informações divulgadas pelo IBGE serão encaminhadas ao Tribunal de Contas da União e as estimativas de rendimento domiciliar per capita servirão de base para o rateio do Fundo de Participação dos Estados (FPE), conforme definido pela Lei Complementar 143, de julho de 2013.

A Pnad Contínua é uma pesquisa domiciliar que, a cada trimestre, busca informações socioeconômicas em mais de 200 mil domicílios, distribuídos em cerca de 3,5 mil cidades. Os rendimentos domiciliares são o resultado da soma dos rendimentos, do trabalho e de outras fontes, recebidos por morador no mês de referência da entrevista, considerando todos os moradores do domicílio.

O rendimento domiciliar per capita é calculado com base no total dos rendimentos domiciliares e o número de moradores, para cada unidade da Federação e o Brasil, considerando sempre os valores expandidos pelo peso anual da pesquisa.

Confira:

UF

Uma resposta para “Renda do goiano é a menor do Centro-Oeste e está abaixo da média brasileira, revela IBGE”

  1. Fernando Henrique F Machado disse:

    É uma irresponsabilidade comparar Goiás com Brasilia. Bairros da parte central da capital federal têm renda superior à da Suécia. No Lago Sul, a renda per capita anual é de R$ 81.508, o equivalente a US$ 36.420. Na Suécia, o valor é de US$ 18.632.

    A cidade é rica à custa dos brasileiros. Pouco mais de um terço do que é gasto para sustentar Brasília sai do bolso dos cidadãos de outras unidades da Federação.

    Em 1988, durante o Congresso constituinte, foi criado o Fundo Constitucional do Distrito Federal. O que é isso? É um fundo para o qual o dinheiro dos impostos é enviado e obrigatoriamente entregue ao governo de Brasília.

    O fundo estava previsto na Constituição e entrou em vigor em dezembro de 2002, no final do governo Fernando Henrique Cardoso. No ano passado, alcançou R$ 10,7 bilhões. Esse valor é maior do que o Orçamento total de 9 Estados brasileiros (Acre, Alagoas, Amapá, Paraíba, Piauí, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins).

    O Orçamento total de Brasília em 2013 foi de R$ 29,6 bilhões (incluídos aí os R$ 10,7 bilhões do Fundo Constitucional). Isso coloca a capital da República com o maior Orçamento per capita do país. São R$ 10.616 por habitante. Em São Paulo, o valor é de R$ 3.972 para cada paulista. No Rio, R$ 4.340.

    Apesar disso, a cidade também é campeã de desigualdade, como mostrou o Ipea. Em 2000 a 2014, a desigualdade de renda diminuiu em 80% dos municípios brasileiros. No Distrito Federal, ficou inalterada.

    A economia da capital segue altamente dependente do setor público. Em 2014, 93,3% do PIB estava concentrado no setor de serviços, incluindo a administração pública. A máquina governamental respondia, sozinha, por 54,7% do PIB. A indústria representava apenas 6,4% e a agricultura, 0,3%.

    É difícil encontrar justificativas favoráveis para Brasília existir. Uma delas seria que na capital da República o padrão de vida dos cidadãos é acima da média dos brasileiros. O problema é a conta é paga por milhões de brasileiros que não podem desfrutar desse benefício nem são consultados se desejam continuar a sustentar o projeto.

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