Renan Calheiros marca votação da PEC sobre reforma política para novembro

Para o presidente do Senado, é importante que a matéria seja pautada na Câmara após aprovação e, por isso, há uma reunião agendada com o deputado Rodrigo Maia

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), marcou para o dia 8/11, uma terça-feira, a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que institui cláusulas de barreira para os partidos políticos e o fim das coligações partidárias em eleições proporcionais. A proposta é de autoria dos senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e, para os dois, é urgente a aprovação de uma reforma política após as eleições municipais deste ano.

“Nada ficou mais claro nestas eleições do que a inviabilidade de continuarmos tendo um sistema político no Brasil onde mais de 30 siglas partidárias – porque a maioria não é partidos políticos – disputam as eleições, se apropriando, indevidamente ao meu ver, de um fundo partidário e depois negociando seu tempo de televisão, sem que tenha a conexão mínima com qualquer setor da sociedade brasileira”, disse Aécio Neves após reunião da tarde desta terça-feira (4/10) com Renan.

Para o presidente do Senado, é importante garantir que após a aprovação na Casa, a matéria seja pautada na Câmara “Não podemos mais fazer a reforma [política] no Senado e ela não andar na Câmara”, disse.

Por isso, Renan e Aécio se reunirão na próxima quarta-feira (5) com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), para acertar, além da PEC, projetos de reforma política que possam ser votados no Congresso e que tenham apoio entre os parlamentares.

“Depois da sinalização da sociedade [nas eleições municipais], não temos como não fazer uma reforma política profunda”, disse Calheiros. “Há um consenso de que a reforma tem que ser uma reforma para valer, que reinvente a política”.

Para Renan, é possível o Congresso tocar esta reforma conjuntamente com outros temas relevantes como as medidas de combate à corrupção, as reformas econômicas – em especial a PEC do Teto dos Gastos Públicos – e o projeto de lei que trata do abuso de autoridade, uma de suas principais bandeiras este ano. (Com Agência Brasil)

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