Relatório final da CEI da Saúde vai pedir afastamento de Fátima Mrué

Responsabilização do prefeito Iris Rezende pela omissão dos fatos também será analisada pela comissão

Fátima Mrué| Foto : Wictória Jhefany / Câmara Municipal

O vereador Elias Vaz (PSB), relator da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Saúde da Câmara Municipal de Goiânia, adiantou nesta quinta-feira (10/5) que uma das sugestões do relatório final será pelo afastamento da secretária municipal de Saúde, Fátima Mrué.

A expectativa é de que o parecer seja apresentado na próxima segunda-feira (14/5) e votado na segunda-feira seguinte (21). A declaração vem um dia após o Ministério da Saúde ter suspendido recursos para o Samu de Goiânia por irregularidades.

“Essa medida é mais uma demonstração da péssima gestão. O prefeito insiste em manter essa secretária. Isso é um absurdo. Essa gestão está afundando a Saúde em Goiânia”, declarou ao Jornal Opção.

Segundo o relator, a responsabilização do prefeito Iris Rezende pela omissão diante dos fatos será estudada.

A vereadora Dra. Cristina Lopes (PSDB), integrante da Comissão, também criticou a atual gestão. “Novamente vemos um episódio de irresponsabilidade da prefeitura em não acreditar nos avisos feitos. A secretária [de Saúde] desconsiderou a informação, esgotaram os prazos, sendo omissa”, disse.

Em resposta à reportagem, a SMS disse que “a atual administração trabalha para corrigir as pendências e se adequar aos critérios do Ministério da Saúde para receber o recurso novamente”, diz a nota.

Corte

Os recursos que foram suspendidos são monitorados por técnicos do Ministério da Saúde que avaliam se os serviços prestados pelas cidades estão sendo bem desenvolvidos. Se a política está sendo bem empregada, a União incrementa o valor dos recursos. Caso contrário, ela suspende o envio. Foi o que ocorreu com Goiânia. Em março, técnicos do governo federal avaliaram que as bases do Samu estavam sucateadas e veículos em péssimo estado.

A equipe monitorou todas as bases que estão dentro do município, que hoje são 13 unidades de suporte básico e quatro unidades de suporte avançado. Com a publicação da portaria, Goiânia será punida com a suspensão de R$ 250 mil por mês, que eram enviados para os serviços de urgência e emergência pré-hospitalar móvel.

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