Relator é contra ida de Sandro Mabel à CPI dos incentivos e empresário questiona: “qual é o medo?”

Presidente da Fieg tem insistido em dar depoimento no colegiado, mas Humberto Aidar tem apresentado resistência alegando que ele irá falar contra a comissão

Foto: Reprodução

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos incentivos fiscais, deputado estadual Humberto Aidar (MDB), e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, voltaram a divergir sobre a ida do representante empresarial ao colegiado.

O assunto voltou à tona quando, na tarde desta segunda-feira, 30, o deputado estadual Coronel Adailton (PP) apresentou proposta de requerimento para que Mabel comparecesse à CPI, o que já é um desejo antigo do empresário, que chegou a cobrar sua ida recentemente.

A proposta não chegou a ser votada pelo colegiado, mas, ao fim das oitivas do dia, o relator, que em outra oportunidade disse que não tinha interesse no depoimento de Mabel, reforçou sua posição: “Ele tem falado mal da CPI por onde anda, nas suas entrevistas, eu não vou ficar dando palanque para Sandro Mabel vir aqui falar da importância de incentivo fiscal, afinal ninguém está falando que o Estado não tem que dar benefícios. Nós estamos falando das distorções, queremos corrigir essas coisas que estão erradas”.

“Ele vai ficar apenas na vontade de vir”, diz Aidar

E acrescentou: “Agora ele que continue falando mal por onde ele anda, mas abrir espaço para alguém que tem batido na CPI durante as 24 horas do dia eu sou fortemente contra. Ele vai ficar apenas na vontade de vir”.

Procurado, o presidente da Fieg não ficou satisfeito com as palavras do deputado e respondeu com um questionamento: “Qual é o medo da minha ida? Ele tem medo de que eu vá falar algo que vá prejudicá-lo? Eu não sou contra a CPI, inclusive quero ir lá”.

“Não consigo entender qual a intenção de chamar a dedo empresários e não querer chamar quem representa todos”, questiona Mabel

Aidar argumenta que não há motivos para chamar Mabel, porque ele não é dono de empresa que recebeu incentivos fiscais. Ao que o empresário rebate: “O problema é que ele quer escutar individualmente empresas e não a categoria. Qual o interesse da comissão em chamar pontualmente alguns empresários? Isso é uma humilhação para o empresariado e a Fieg tem respaldo para responder esses questionamentos. Não consigo entender qual a intenção de chamar a dedo e não querer chamar quem representa todos”.

O presidente da Fieg também pontuou que quem tem o papel de aprovar ou não a ida de pessoas à CPI é o presidente, no caso o deputado Álvaro Guimarães (DEM). No entanto, vê com estranhamento o fato de Humberto Aidar “aparentemente estar desempenhando essa função”. “É um absurdo a Assembleia se curvar a um relator”, finalizou.

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