Reitor afastado da UFSC é encontrado morto em shopping de Florianópolis

Luiz Carlos Cancellier de Olivo teria se atirado de um vão central do Beiramar Shopping

Luiz Carlos Cancellier de Olivo: reitor da Universidade Federal de Santa Catarina

O reitor afastado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier de Olivo, foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira (2/10) em Florianópolis, segundo o jornal Diário Catarinense.

Informações da Polícia Militar dão conta de que ele teria se atirado do vão central do Beiramar Shopping, por volta das 10h30. A morte foi confirmada pela assessoria de imprensa do centro comercial no fim da manhã.

Operação

O reitor afastado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier de Olivo, foi uma das sete pessoas presas pela Operação Ouvidos Moucos da Polícia Federal (PF), em cumprimento a mandados judiciais expedidos pela 1ª Vara da Justiça Federal em Santa Catarina. A operação foi deflagrada no dia 14 de setembro para desarticular uma organização criminosa que desviava recursos destinados a cursos da Educação a Distância da UFSC.

Segundo o “Diário Catarinense”, “foi identificado que docentes da UFSC, empresários e funcionários de instituições e fundações parceiras teriam atuado para o desvio de bolsas e verbas de custeio por meio de concessão de benefícios a pessoas sem qualquer vínculo com a universidade”. O programa Universidade Aberta do Brasil, criado em 2006 pelo governo federal, tem como “objetivo capacitar professores da rede pública de ensino em regiões afastadas e carentes do interior do país”. No meio da caminho, um grupo decidiu que era possível desviar recursos, mas foi descoberto pela Polícia Federal.

“Os indícios sob investigação apontam que professores, especialmente docentes do Departamento de Administração (um dos que recebe a maior parcela dos recursos destinados ao Ead); funcionários das instituições e fundações parceiras; além de empresários ligados às fraudes tenham atuado em conjunto para desviar valores repassados pela Capes à UFSC”, informa o “Diário Catarinense”.

“Em alguns casos, bolsas de tutoria foram concedidas até mesmo a pessoas sem qualquer vínculo com as atividades de magistério superior em EaD, inclusive parentes de professores que integravam o programa receberam, a título de bolsas, quantias expressivas. Além disso, segundo a PF, foram identificadas casos de direcionamento de licitação com o emprego de empresas de fachada na produção de falsas cotações de preços de serviços, especialmente para a locação de veículos”, assinala o jornal.

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