Reforma da Previdência é um dos “remédios” para recuperar a economia, diz Meirelles

Meta central é aumento da idade mínima para aposentadoria. Proposta será apresentada nesta segunda-feira (5/12) a parlamentares e centrais sindicais

Henrique Meirelles comanda a economia: confiança começou a voltar e organismos financeiros trabalham com a possibilidade de crescimento em 2017 | Foto: Lula Marques/AGPT

Henrique Meirelles comanda a economia: confiança começou a voltar e organismos financeiros trabalham com a possibilidade de crescimento em 2017 | Foto: Lula Marques/AGPT

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, comparou hoje (5) a economia brasileira a um paciente que deixou a Unidade de Tratamento Intensivo – UTI. “[Um paciente que] não está correndo ainda, está num processo de estabilização e retomada”, declarou durante o 12º Congresso Brasileiro da Construção, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.

Meirelles disse que um dos “remédios” que ajudarão na recuperação da economia é a Reforma da Previdência, que deve ser anunciada hoje pelo presidente Michel Temer.

“A expectativa é que seja bem recebida no Congresso. Ela será debatida pela sociedade, como deve em qualquer país do mundo. Mas ela tem uma meta central. Melhor do que tentar antecipar ou manter uma idade de aposentadoria relativamente jovem, aos 55, 56 ou até 60 anos, é dizer que, mais relevante, crucial, todos tenham certeza de que vão receber a aposentadoria”, disse.

O ministro da Fazenda destacou que as atuais regras de aposentadoria foram feitas há muitas décadas, quando a expectativa de vida era inferior. Hoje à tarde, o presidente Temer e o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, reúnem-se com representantes das seis principais centrais sindicais do país, em Brasília.

Crise

Meirelles reconheceu que a crise econômica começou no final de 2014 e ainda persiste. “A longa duração é porque o combate eficaz só começou em maio de 2016. São dois anos completos de crise e isso afeta o endividamento das companhias, dificultando a retomada do crédito. O mesmo acontece com as famílias”, afirmou.

Como medidas a serem tomadas, o ministro defendeu a redução do tamanho do estado e maior participação do capital privado. E, ainda, os reflexos positivos com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do limite dos gastos públicos. Segundo Meirelles, se a PEC tivesse sido aprovada em 2006, a despesa primária do governo seria 10%, em vez dos atuais 19,5%. “Seria outro país”, disse.

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