Reconstruída há dois anos, Praça Cívica é esquecida pela gestão Iris

Jornal Opção flagrou esgoto, sujeira e até uma árvore caída em um dos pontos mais tradicionais da capital 

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Revitalizada durante a gestão do falecido ex-prefeito Paulo Garcia (PT), a Praça Cívica é, hoje, um triste retrato do abandono pelo qual passam diversos equipamentos públicos da capital.

Durante uma breve visita na última quarta-feira (1º/11), o Jornal Opção encontrou diversos sinais de que a atual administração de Iris Rezende (PMDB) se esqueceu completamente de um dos pontos mais importantes na história de Goiânia.

O Monumento às Três Raças já foi depredado, com pichações e cartazes, há esgoto correndo a céu aberto, lixo e até uma árvore caída. As fontes luminosas também já apresentam problemas e servem como “lavanderia” para a população em situação de rua que agora habita o local.

Há uma grande quantidade de pessoas vivendo nos bancos da praça, bebendo e tomando banho com a água das torneiras do local, como flagrou o repórter fotográfico Fernando Leite. A falta de cuidado com a praça, que sofre sem a presença do poder público, também se reflete nas pessoas: várias delas jamais foi amparada pela Assistência Social.

Em agosto deste ano, foi publicada no Diário Oficial do Município a lei da vereadora Cristina Lopes (PSDB) que estabelece regras para eventos na Praça Cívica, tombada como Patrimônio Nacional. Com a regulamentação, ficou proibido ocupar canteiros gramados ou fontes, bem como utilizar superfícies de imóveis, monumentos ou árvores para fixação de faixas ou cartazes.

Com a inércia da gestão Iris, a Praça Cívica vai se deteriorando a pouco mais de um ano de sua completa revitalização.

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Projeto 

As obras de requalificação da Praça Cívica foram viabilizadas via PAC Cidades Históricas e contaram com investimento superior a R$ 13 milhões.

Foi resgatada a arquitetura original da praça, com características no estilo Art Decó, com a reparação do Monumento às Três Raças, o Pórtico e o Obelisco. Foram trocados o piso asfáltico por pedra portuguesa, substituídos dois quiosques por novos metálicos e com sanitários acessíveis e criados espaços de convivência para a população, uma ciclofaixa e uma rota acessível em toda a área.

Além disso, a praça recebeu uma obra do artista plástico goiano Siron Franco, feita com espelhos e estrutura de aço inoxidável, com três metros de altura e 11 metros de comprimento. A intenção é vincular passado e futuro por meio de totens, com 2,80 metros de altura, em forma de ancestrais carajás, e figuras masculinas e femininas, com 1,80 m de altura.

Outra mudança é a estátua de Pedro Ludovico Teixeira, que foi retirada da frente do palácio e colocada na parte central da praça, instalada sobre um suporte metálico de mais de 3 metros de altura.

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