Receita Federal revela quem concentra as maiores rendas em Goiás; cartorários lideram ranking e patrimônio chega a R$ 4 milhões
02 julho 2026 às 15h44

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Quem declarou Imposto de Renda em Goiás em 2026 tem, em média, 46 anos, patrimônio de R$ 350,35 mil e rendimentos anuais de R$ 140,57 mil. Os dados fazem parte do painel estatístico da Receita Federal, filtrado exclusivamente para os contribuintes goianos, e traçam um retrato do perfil econômico e social dos declarantes no estado.
Ao todo, Goiás registrou 1.394.465 declarações do Imposto de Renda. Desse universo, 54,1% foram enviadas pelo modelo simplificado, enquanto 91,1% dos contribuintes utilizaram contas Gov.br nos níveis Ouro ou Prata para acessar os serviços da Receita Federal.
O levantamento também mostra que a idade média dos declarantes é de 46 anos. Em média, cada contribuinte informou 0,5 dependente, indicando que grande parte das declarações é apresentada sem dependentes ou com apenas um.
Outro dado é a participação feminina. As mulheres representam 42,6% dos declarantes em Goiás. Já 42,4% das declarações informam a existência de cônjuge. Os contribuintes com atividade rural correspondem a 5,4% do total, enquanto apenas 2,7% declararam operações em renda variável, como investimentos em ações e fundos imobiliários.
Em relação aos valores declarados, a Receita aponta que o rendimento médio total dos contribuintes goianos foi de R$ 140,57 mil por ano. Considerando apenas os rendimentos tributáveis, como salários, aposentadorias e honorários, a média ficou em R$ 73,54 mil. O patrimônio médio declarado alcançou R$ 350,35 mil.
Titulares de cartório concentram as maiores rendas
Entre todas as ocupações declaradas, os titulares de cartório aparecem com ampla vantagem na média dos rendimentos totais. Segundo os dados, essa categoria registrou rendimento médio anual de R$ 3,38 milhões, mais que o dobro do segundo colocado.
Na sequência aparecem:
- Membros do Poder Judiciário (ministros, juízes e desembargadores): R$ 1,51 milhão;
- Membros do Ministério Público: R$ 1,18 milhão;
- Cantores e compositores: R$ 896,4 mil;
- Advogados do setor público e procuradores: R$ 567,6 mil;
- Servidores das carreiras do Banco Central, CVM e órgãos semelhantes: R$ 535 mil;
- Médicos: R$ 513,1 mil;
- Produtores na exploração agropecuária: R$ 468,3 mil.
Também aparecem entre as maiores médias de rendimentos diplomatas (R$ 361,4 mil), atletas (R$ 336,3 mil) e presidentes ou diretores de empresas públicas (R$ 334,1 mil).
Rendimentos tributáveis repetem liderança
Quando o recorte considera apenas os rendimentos tributáveis, os titulares de cartório seguem na liderança, com média de R$ 3,05 milhões.
Em seguida aparecem:
- Membros do Ministério Público: R$ 569,4 mil;
- Membros do Poder Judiciário: R$ 512 mil;
- Advogados públicos e procuradores: R$ 340,8 mil;
- Auditores fiscais: R$ 317,5 mil;
- Servidores do Banco Central e da CVM: R$ 231,7 mil;
- Servidores do Poder Judiciário: R$ 223,5 mil;
- Servidores da gestão governamental: R$ 201,6 mil.
Também figuram entre as maiores médias delegados de polícia (R$ 198,4 mil), médicos (R$ 191,5 mil), professores do ensino superior (R$ 189,7 mil) e pilotos de aeronaves (R$ 186 mil).
Patrimônio médio ultrapassa R$ 4 milhões entre titulares de cartório
O levantamento da Receita Federal mostra ainda que os titulares de cartório também lideram o ranking de patrimônio declarado em Goiás, com média de R$ 4 milhões.
Na sequência aparecem:
- Membros do Poder Judiciário: R$ 3,2 milhões;
- Membros do Ministério Público: R$ 2,9 milhões;
- Produtores rurais: R$ 2,5 milhões;
- Cantores e compositores: R$ 2,3 milhões;
- Atletas: R$ 1,7 milhão;
- Médicos: R$ 1,4 milhão;
- Diplomatas: R$ 1,2 milhão.
Outras categorias com patrimônio médio superior a R$ 1 milhão são auditores fiscais, dirigentes de empresas, atores, advogados públicos e integrantes do Poder Executivo.
Já entre as ocupações com patrimônio médio entre R$ 500 mil e R$ 900 mil aparecem advogados, pilotos, engenheiros, sociólogos, servidores do Banco Central, agrônomos, veterinários, servidores do Judiciário e odontólogos.
Os dados integram o painel estatístico da Receita Federal e permitem visualizar o perfil dos declarantes do Imposto de Renda por estado, ocupação, faixa de renda e patrimônio. No caso de Goiás, o retrato mostra um contribuinte predominantemente de meia-idade, com patrimônio médio de R$ 350 mil, renda anual de R$ 140 mil e forte predominância do modelo simplificado de declaração.
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