“Quero minhas pernas de volta”, pede vítima do atirador que ficou paraplégica

Mãe de I.M.S., de apenas 14 anos, relata drama vivido pela garota, que perdeu os movimentos das pernas 

Pais da menina I.M.S. durante coletiva de imprensa | Foto: Matheus Monteiro

A mãe da adolescente I.M.S. se emocionou ao falar sobre a situação da filha, de apenas 14 anos, que ficou paraplégica após ser alvejada por um colega de sala em atentado na escola Goyases, em Goiânia.

Isabel Rosa dos Santos contou que, apesar de consciente e em estado regular, a garota pede para que a mãe converse com os médicos para que lhe “devolvam” suas pernas.

“Acho que para ela é como se fosse uma prisão, perdeu o direito de ir e vir, perdeu a liberdade, estou sofrendo, mas ela está sofrendo muito mais. Ela questiona, fala que precisa andar. Tento ser forte perto dela, mas na hora que saio eu estou um caco, é muito difícil”, confessou.

Aos prantos, a mãe diz que o milagre maior foi sua filha estar viva, mas sofre muito por saber que ela está paraplégica. “Um filho que você deixou bem na escola e de repente não vai mais andar. Sei que milhares de cadeirantes vivem a vida muito bem, mas para uma adolescente de 14 anos que tem uma vida inteira pela frente, que tinha sonhos, desejos, não é fácil. Não pode ser normal, não tem como ser normal uma tragédia dessas”, lamentou.

Em entrevista coletiva, Isabel Rosa dos Santos relatou, ainda, que a filha fala abertamente sobre os momentos de terror que viveu na sala de aula e que já no dia do atentado, não sentia mais os membros inferiores.

“Ela conta detalhes, que viu a coleguinha se levantar e sair correndo, que tentou levantar e não conseguiu, as pernas não respondiam. O desejo de sair correndo, ela fala que estava no chão e pedia para a coordenadora ajudá-la, pois não conseguia levantar”, acrescentou.

O pai de I.M.S. também falou à imprensa e disse que “não está sendo fácil” e que jamais imaginou que algo tão terrível pudesse acontecer com eles.

“Dói demais. Estamos tão esperançosos e cada dia que passa temos mais confiança de que ela vai voltar para casa. Primeira coisa que queríamos é que estivesse viva. Deus nos deu novamente nossa filha. Ela é guerreira, estamos confiantes”, afirmou.

 

 

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