Quase 74% dos magistrados que atuam no Brasil estão insatisfeitos com os salários que recebem, conforme Pesquisa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgada em novembro. O descontentamento, inclusive, é maior entre os que atuam na Justiça do Trabalho.

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Para fazer o levantamento, o CNJ questionou se os magistrados concordavam com a afirmação “considero que minha remuneração é adequada ao trabalho que executo”. Consideradas todas as categorias judiciárias, 39,6% discordaram totalmente da afirmação e 34,3% discordaram.

Os magistrados que mais concordaram com a afirmação foram os da Justiça Militar, com 65,5% de concordância ou concordância total. Em relação à discordância sobre a afirmação, todos os outros ramos tiveram percentuais de discordância acima dos 59%, chegando a 89,9% e 86,2% nas justiças do Trabalho e Federal, respectivamente.

Alto volume de trabalho 

Ainda segundo a pesquisa do CNJ, 47,2% dos magistrados brasileiros discordaram da afirmação de que o volume de trabalho permite concluir as tarefas durante a jornada regular de trabalho. Outros 32,5% discordaram, 15,5% concordam e só 4,8% concordam totalmente com a afirmação.

Em relação ao bem-estar, 67% dos entrevistados consideraram não ter tempo para cuidar da saúde e do bem-estar. Os percentuais de insatisfação são maiores na Justiça do Trabalho, que acumula 76,8% de descontentamento. Nos conselhos, esse percentual ficou em 62%.

Mais uma vez, a Justiça Militar se diferiu das demais. Cerca de 65,5% dos magistrados que nela atuam concordaram com a afirmação de que a atividade profissional permitia ter tempo para cuidar do bem-estar físico e mental; 24,1% concordaram totalmente; e 10,3% não concordaram.