“PTB é o partido com mais legitimidade da base aliada”, diz Luiz Bittencourt

Ex-deputado federal garante que partido pode (e deve) pleitear vaga na chapa majoritária de 2018

Bittencourt durante entrevista ao Opção | Foto: Marcello Dantas

O ex-deputado federal Luiz Bittencourt afirmou, em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, que seu partido, o PTB é o que tem mais legitimidade dentro da base aliada ao governador Marconi Perillo (PSDB).

“PTB é hoje o partido de maior representatividade. É o que mais tem legitimidade para compor a chapa majoritária, de participar do plano de governo. É um partido que ajuda em Brasília e defende Goiás”, argumentou.

As afirmações foram feitas durante a filiação de Demóstenes Torres, realizada no escritório político do deputado federal Jovair Arantes, em Goiânia. Segundo Bittencourt, política não se resolve antes da hora, mas o PTB deve sim estar na chapa majoritária,

“Não há outro partido com maior densidade eleitoral, política e legitimidade, nem sequer o PSDB. O conjunto de forças do PTB extrapola a relação partido do governo, fora do governo. Vem crescendo, aumentando e ocupando espaço”, asseverou.

Há a possibilidade, remota (reconheça-se), de Jovair disputar mandato de senador em 2018. No entanto, a tendência é que o líder do PTB na Câmara permaneça como deputado. De qualquer forma, permanecerá na base governista.

Sobre Demóstenes Torres, Luiz Bittencourt fez questão de exaltar sua liderança política e jurídica, prevendo o sucesso eleitoral que virá no próximo ano. “Tem uma grande experiência e só acrescenta por onde passa. Passou por um processo conturbado, mas ficou comprovada sua inocência, sua boa intenção e só acrescenta ao PTB”, disse.

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) anular todas as provas produzidas pela Operação Monte Carlo, Demóstenes foi inocentado em todas as instâncias e solicitou ao Senado Federal que lhe devolve a elegibilidade e também seu mandato.

“Ele quer um projeto de médio e longo prazo, reinserir-se no contexto político, percebemos claramente que ele vive uma nova fase na vida. É aquele velho ditado: um passo para trás para dar dois para frente”, completou.

Demóstenes durante filiação | Foto: Ruber Couto

Para o ex-deputado federal, o agora correligionário não foi julgado pela população, que, para ele, saberá entender todo o processo. “Percebo que ele foi vítima do sistema, era um senador independente, crítico, aguerrido e contundente. Conhecedor da lei, sabia acertar os pontos mais vulneráveis do governo e do comando do Senado, era ponto fora da curva” argumentou.

Desafeto do ex-presidente Lula (PT), Demóstenes foi um dos maiores algozes da gestão petista. ” Era um crítico aperfeiçoado do governo do PT, sabia como criticar, era um senador preparado e a sociedade vai entender isso. Com certeza foi vítima de uma perseguição”, arrematou.

 

 

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