Após um encontro da Executiva estadual do PT, realizado nesta segunda-feira, 4, ficou marcado para o dia 16 de maio, sábado, a reunião para definir os nomes da chapa majoritária em Goiás. A previsão segue o que já havia sido confirmado pela legenda, de fazer a definição dos pré-candidatos até o dia 20.

O encontro de hoje aconteceu, no entanto, teria ocorrido sem a presença da presidente estadual do PT, a deputada Adriana Accorsi. Nele, ficou acordado que será apresentada na semana que vem a lista dos nomes da chapa para crivo dos membros da Executiva estadual.

Para governador, devem constar os nomes de Valério Luiz, Cláudio Curado e Luis César Bueno. Já para senador, devem ser apresentados os nomes de Edilberto Dias, Aldo Arantes, Professor Jerônimo e também o de Luís César Bueno (ele é cotado para as duas vagas).

Mesmo havendo consenso, a lista deve ser encaminhada para análise da Executiva nacional.

Apesar da confirmação da data, há, entre lideranças petistas, a descrença quanto à definição na próxima semana. “Já foram marcadas outras datas. E foi escolhido? Não sei se dessa vez vai”, disse, sob reserva, um petista de longa data.

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A dúvida interna ganha força com as especulações de que teria voltado à pauta uma possível aliança com o PSDB em nível nacional, e que respingaria em estados como Goiás e Minas Gerais.

No caso de Goiás, estaria em jogo a indicação de um petista para a vice de Marconi Perillo. O produtor agropecuário Flávio Faedo, de Rio Verde, teria, inclusive, sido sondado para a vaga.

A suposta articulação, no entanto, esbarraria em diversos fatores. Um deles, o receio de Perillo de perder os votos do campo da direita. O outro, a resistência de alas do PT que acreditam que o tucano não faria palanque da Lula. “Você imagina o Marconi pedindo voto para o Lula, ou defendendo pautas ligadas aos movimentos sociais e contra a privatização?”, criticou um petista ouvido pela reportagem.

Vale lembrar que Lula estaria mantendo conversas com Aécio Neves, deputado federal e presidente nacional do PSDB, desde o início do ano. O diálogo teria começado com a possibilidade de uma candidatura do senador Rodrigo Pacheco, do PSB, em Minas Gerais, o que levaria a uma composição que coloca Lula e Aécio no mesmo palanque.

Em âmbito nacional, petistas lembram que foi graças ao questionamento judicial do resultado da eleição de 2014 por parte de Aécio Neves que teve início um processo histórico de desgaste do PT e que dura até hoje. No entanto, ao que tudo indica, isso são águas passadas. Pelo menos para Lula e seus auxiliares.