PSL quer ‘dar o troco’ em Onyx na CCJ

Ministro foi convocado por deputados para explicar o decreto sobre regras no uso de armas e munições, mas não poderá comparecer à audiência

Foto: Divulgação

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, pode responder por crime de responsabilidade, caso não compareça à audiência marcada para esta quarta-feira, 12, às 14h, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Onyx foi convocado por deputados, no fim de maio, para explicar o decreto do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que mudou as regras sobre o uso de armas e munições.

Os deputados do PSL decidiram que não vão blindá-lo na Comissão, embora o ministro tenha informado que não poderá comparecer à audiência. “Nós não vamos afrouxar com Onyx de jeito nenhum. Não vamos cercear o direito de ninguém perguntar o que quiser para o ministro”, disse o líder do PSL, Delegado Waldir (GO), ao jornal Estado de São Paulo. “Nossos parlamentares estão livres para questioná-lo sobre qualquer assunto.”

A convocação do ministro, portanto, está mantida, e, de acordo com informações do Estadão, se depender do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, ele será tratado como oposição. A ordem é para que os parlamentares sejam duros e provoquem o articulador político do governo.

A queixa do PLS contra Onyx intensificou-se na última sexta-feira, 7, quando o ministro demitiu o ex-deputado Carlos Manato, filiado ao PSL que ocupava a chefia da Secretaria Especial para a Câmara. Onyx dispensou o auxiliar por telefone, e nomeou, em seu lugar, o ex-deputado Abelardo Lupion (DEM).

O ministro não comenta os ataques públicos do PSL, mas de acordo com o Estadão, Onyx disse, em conversas reservadas, estranhar a reação da legenda contra ele.

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