Professores cobram de Gustavo Mendanha piso salarial, data-base e reforma de escolas

Manifestantes afirmam que as salas de aulas estão lotadas e há cortes de pontos injustos, mesmo com apresentação de atestados médicos

Enquanto peregrina em Brasília, buscando ingressar no PL, a legenda do presidente Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, o prefeito Gustavo Mendanha (sem partido) foi cobrado em ‘casa’ por professores, na manhã desta quinta-feira, 10. A Associação Comando de Luta pela Educação de Aparecida de Goiânia, entidade sem vínculo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), reuniu centenas de profissionais na frente da sede da administração municipal. Como o gestor não estava, a coordenação do movimento foi recebida por uma servidoras da prefeitura.

A lista de reivindicações da categoria é extensa, assim como as reclamações. De acordo com uma das coordenadoras do movimento, Solange Amorim, as salas de aulas das escolas do município estão lotadas e com prédios deteriorados. Além de profissionais doentes, inclusive com Covid-19, tendo os atestados médicos rejeitados, corte de pontos e descontos nos contracheques. “A Secretaria (Municipal de Educação) corta o ponto das pessoas que estão dobrando, e mesmo quando elas pegam um atestado de Covid… A pessoa está com atestado de Covid, dobra no município e é cortado o ponto”, denúncia.

Amorim acrescenta que atualmente há déficit de funcionários, dentre os quais, professores, agentes, trabalhadores da limpeza, merendeiros e bibliotecários e outros. Para tanto, a categoria cobra a realização de concurso público. “Embora tenha ocorrido o processo seletivo e a contratação de terceirizados, que inclusive não é o ideal na educação pública, precisamos de concurso”, frisa.

Outra reclamação dos professores é a falta de material pedagógico, incluindo papéis, brinquedos e de equipamentos de proteção contra o Coronavírus. A alimentação, que é gerida pela prefeitura, também é um ponto que recebe críticas, apontada como precária, repetitiva e de pouca qualidade.

Procurada, a Secretaria Municipal de Educação (SMS) de Aparecida, por meio de nota, esclareceu que está em diálogo com o Sintego, que já teria apresentado as demandas dos profissionais da Educação. Dentre as reivindicações sindical estão o pagamento das progressões e a data-base dos administrativos. Sobre o reajuste integral de 33%, a pasta alegou que está sendo realizado um estudo de impacto econômico para o munícipio.

Embora seja uma entidade nova, em comparação ao Sintego, o Comando de Luta pela Educação de Aparecida, uma entidade registrada como associação, vem conseguindo engajar a categoria. Solange destacou que no ato desta quinta-feira se calculou mais de 300 pessoas na Cidade Administrativa Maguito Vilela, sede do Executivo de Aparecida, e paralisar as atividades em 38 escolas. Na última sexta-feira, 4, reuniu mais de 100 profissionais para decidirem pelo protesto. Agora, o grupo se organiza para uma assembleia, que pode resultar em uma greve.

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