PRF abre investigação contra policial preso após ameaçar frentista e destruir loja de conveniência em Anápolis
13 julho 2026 às 09h48

COMPARTILHAR
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) abriu uma investigação para apurar a conduta de um agente preso em Anápolis após ameaçar um frentista e depredar a loja de conveniência de um posto de combustíveis. A confusão começou por um motivo banal: de folga, o policial teria se recusado a pagar R$ 1 pela calibragem dos pneus do próprio carro.
Em nota enviada ao Jornal Opção, a PRF informou que o caso “será devidamente apurado, com a finalidade de verificar a existência de infração aos deveres funcionais”, e reforçou estar à disposição para colaborar com as autoridades na apuração dos fatos.
Por outro lado, a defesa do agente alega que ele enfrentou um grave surto psicótico na madrugada anterior ao seu plantão e, no momento, encontra-se internado em um hospital psiquiátrico. Segundo a advogada Tatiana da Silva, o quadro era tão evidente que a própria corporação já havia percebido a alteração mental do policial. “A PRF adotou medidas preventivas, procedendo ao recolhimento de sua arma funcional e conduzindo-o até sua residência, diante da evidente incapacidade de permanecer em serviço”, pontuou a defensora.
O policial foi autuado pelos crimes de ameaça, dano, desobediência e desacato. Ele chegou a ser preso, mas responde em liberdade após pagar fiança.
A confusão aconteceu na noite do último sábado, 11, em um posto na Avenida Universitária, no bairro Maracanã. Segundo o boletim de ocorrência, o policial, que segurava uma faca, discutiu com o frentista e, antes de ir embora, prometeu voltar armado para matá-lo.
Pouco tempo depois, ele cumpriu a promessa de voltar, mas com um pedaço de madeira na mão. Tomado pela fúria, começou a quebrar a porta de vidro e destruir vários objetos dentro da loja de conveniência.
Quando a Polícia Militar e outro agente da PRF chegaram para conter a situação, o homem não se acalmou e passou a desacatar e ameaçar as equipes. Para conseguir contê-lo, os policiais precisaram usar uma arma de choque (taser). Logo após ser imobilizado, o agente foi levado ao Hospital Alfredo Abraão para a remoção dos dardos e recebeu atendimento médico.
Leia a nota na íntegra da PRF:
Nota à Imprensa
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informa que tomou conhecimento de ocorrência envolvendo um de seus servidores, o qual não se encontrava em serviço nem no exercício de suas atribuições funcionais no momento dos fatos.
A Instituição esclarece que o caso será devidamente apurado, com a finalidade de verificar a existência de infração aos deveres funcionais.
A PRF reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a observância dos princípios que regem a Administração Pública, permanecendo à disposição para colaborar com os órgãos competentes na apuração dos fatos.
Polícia Rodoviária Federal
Núcleo de Comunicação Institucional
Nota na defesa
“A advogada que o acompanha, dra.Tatiana da Silva, informa que o PRF sofreu um surto psicótico na madrugada que antecedeu seu último plantão, desencadeado pelo intenso estresse decorrente de suas atividades laborais. A gravidade do quadro foi tamanha que a própria Polícia Rodoviária Federal, ao constatar a alteração de seu estado psíquico, adotou medidas preventivas, procedendo ao recolhimento de sua arma funcional e conduzindo-o até sua residência, diante da evidente incapacidade de permanecer em serviço.
Ressalta-se que os fatos posteriormente imputados a ele ocorreram em sequência ao referido episódio, quando seu estado de alteração mental ainda persistia, circunstância que evidencia a ausência de restabelecimento de sua capacidade psíquica naquele momento.
Atualmente, ele encontra-se hospitalizado, sob acompanhamento médico em hospital psiquiátrico especializado, onde recebe o tratamento adequado para o quadro clínico apresentado. Tal circunstância demonstra que seu estado de saúde mental demanda assistência médica”.
Leia também: Dois motociclistas morrem após colisisão frontal em cruzamento de Goiânia



