Presidente do Paraguai afirma que Marconi é líder dos Estados em crescimento no Brasil

Ao retribuir, com visita oficial a Goiás em Missão Comercial, Horacio Cartes afirma que governador faz uma gestão marcada por resultados

Presidente do Paraguai e o governador de Goiás | Foto: Divulgação

Ao retribuir, nesta quarta-feira (20/12), com visita oficial a Goiás, a Missão Comercial do Governo do Estado a seu país, o presidente do Paraguai, Horacio Cartes, afirmou que o governador Marconi Perillo (PSDB) é o líder das economias em crescimento no Brasil, citando em especial o Brasil Central. Na Conferência Internacional Goiás-Paraguai, realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Cartes agradeceu Marconi pela acolhida e disse que “ama o Brasil”.

“Marconi é líder dos Estados brasileiros em desenvolvimento”, afirmou, destacando que a gestão do tucano é modelo nacional. O presidente paraguaio disse que seu país está aberto para estreitar os laços comerciais com o Estado. Horacio Cartes pregou a ética na política, dizendo que se que é uma coisa que ele não tolera é “roubar de pobre”. Sobre a visão que tem de gestão pública, explicou: “Tenho um coração privado”.

O presidente do Paraguai disse que um benefício vale para todos os países: o emprego. “Para dormir tranquilo, tem que ter emprego”. Observou que, se o emprego é tão importante, então deve-se prestigiar aqueles que fazem a economia girar, o setor produtivo. Segundo ele, o grande diferencial é a competitividade: “Quem não pratica, fica fora”. Também, as relações entre as nações devem ser pautadas pela complementaridade, e, não apenas, pela discussão em torno das balanças comerciais de cada nação.

Horácio Cartes disse que um dos grandes desafios que encontrou foi “conectar o Paraguai”, hoje é muito mais fácil, por se tratar do país mais competitivo da região. Ao defender um estado ágil e gerencial, disse: “Sinto-me gordo para o setor privado, porque tudo é muito mais rápido”.

Para destacar a estabilidade do País, enfatizou que há 174 anos o Paraguai tem a mesma moeda. À plateia de investidores goianos, Cartes assinalou que “o empresário tem de estar confortável, porque são eles que levam o país para frente”.

Para o presidente paraguaio, não existe nenhum país que vá pra frente sem trabalhar. “Quem trabalha é que merece ganhar dinheiro”, afirmou, acrescentando que a nação guarani não incomoda quem quer ganhar dinheiro. Horacio Cartes ressaltou que um dos grandes diferenciais do Paraguai é o “bolo demográfico de jovens”, principalmente por que são ouvidos naquele País. Ele disse que o Paraguai é um parceiro natural do Brasil, porque tem competitividade. “A palavra eficiência vale para todos”, arrematou.

Em seu discurso de saudação ao presidente paraguaio, o governador Marconi Perillo mencionou o momento histórico para a diplomacia de Goiás que, pela primeira vez recebe um presidente de País latino americano. Para o visitante, reservou elogios pelas transformações conquistadas por sua gestão que será encerrada em agosto de 2018.

Mais que a primeira visita de um presidente a Goiás, a presença de Horácio Cartes significa, segundo o governador, acolher um dos líderes contemporâneos mais lúcidos da América Latina. “Infelizmente tivemos na América Latina muitos líderes populistas que levaram os seus países ao desastre econômico. Nos anos da administração Cartes, isso não ocorreu no Paraguai”, declarou.

Marconi considera o presidente paraguaio um gestor que tem visão moderna, “que tratou de oferecer atrativos, políticas desburocratizadas para novos empreendimentos e de atração de capital estrangeiro”.

Graças a visão moderna e ações inovadoras, o presidente paraguaio, na análise do governador, deu aos investidores segurança jurídica, estabeleceu parcerias fortes com o Brasil, especialmente com o governo de Mato Grosso do Sul, os estados do Sul e com o Governo Federal.

O governador falou também da sua disposição em incrementar as relações comerciais entre Goiás e o Paraguai. Disse que o Brasil Central é uma região que responde por 50% da produção de alimentos e quase alcança o mesmo índice percentual em relação às exportações brasileiras. “Esta é uma região forte, que impulsiona a geração de empregos neste momento em que o Brasil inicia um círculo virtuoso depois de um período de recessão”.

Deixe um comentário