Presidente de sindicato dos professores da UFG é agredido e tem carro vandalizado por alunos

Denúncia é do próprio dirigente, professor Flávio Alves da Silva, que afirma ter sido empurrado e xingado por estudantes durante assembleia na última quarta

Foto: Macloys Aquino/Adufg

Foto: Macloys Aquino/Adufg

Conforme mostrou o Jornal Opção na quarta-feira (9/11), assembleia geral dos professores da Universidade Federal de Goiás (UFG) acabou em confusão, depois que alunos contrários à PEC 241/55 resolveram invadir a reunião, inviabilizando a votação sobre o indicativo de greve da categoria.

Segundo informações do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg), durante a invasão, o presidente da associação, professor Flávio Alves da Silva, foi empurrado e xingado pelos estudantes, e teve que ser conduzido por seguranças para conseguir sair do Centro de Eventos Professor Ricardo Freua Bufáiçal.

Lá fora, o presidente ainda teria encontrado seu automóvel com dois pneus rasgados. “Me causaram um prejuízo de três mil reais aqui hoje”, informou o professor à assessoria de comunicação da Adufg. A assembleia, que registrou 688 docentes presentes e seria a maior realizada este ano no País, estava no momento dos debates, sob a fala da professora Rosana Borges, quando foi invadida.

“Soberanamente já havíamos votado pela não entrada dos estudantes. Desrespeitaram essa decisão porque tudo indicava que a greve não seria aprovada”, disse Rosana,
ex-presidente da Adufg, já fora do centro de eventos.

Segundo relatos de professores nas redes sociais, os estudantes contrários à PEC 241/55 resolveram interromper a assembleia após prever que os professores não dariam parecer favorável ao indicativo de greve. Na última semana, a categoria aprovou paralisações para os dias 11 e 25 de novembro, deixando a votação quanto ao indicativo de greve para a assembleia desta quarta (9).

Alunos e professores da Federal goiana são contra a proposta do governo Temer que congela os gastos públicos por 20 anos. Atualmente, 15 prédios da universidade estão ocupados em protesto à medida.

Resposta

Em entrevista ao Jornal Opção, um dos alunos que participou do ato na última quarta-feira afirmou que não reconhece, mas que também não nega as acusações do professor e da associação. Ele afirmou que o desfecho da assembleia já havia sido “tramado” pela direção da Adufg. “O sindicato não cumpre seu papel e vai de encontro aos interesses dos estudantes”, explicou.

O manifestante disse, ainda, que não presenciou agressões de qualquer tipo a Flávio Alves da Silva. “Talvez possa ter sido empurrado, mas não diretamente por estudantes. Ele estava com dois rapazes, que não pareciam ser seguranças. A agressão física não ocorreu. Foi uma mobilização pacífica”, emendou.

Quanto à depredação contra o automóvel do presidente do sindicato, o estudante confirmou que dois pneus haviam sido furados, mas não soube informar quem teriam sido os autores.

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