Presidente da Câmara deixa decisão sobre fatiamento do julgamento de Cunha para o plenário

Rodrigo Maia afirmou que possibilidade de votar perda de mandato e de direitos políticos em separado não vai partir dele

Rodrigo Maia afirma que cassação de Cunha não é tabu | Foto: Luis Macedo

Rodrigo Maia já afirmou que não vai inserir parecer da Comissão de Ética na pauta do dia caso não haja pelo menos 420 parlamentares presentes | Foto: Luis Macedo

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou que o plenário da Casa será soberano para decidir sobre um eventual fatiamento da votação da cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Segundo ele, a decisão sobre analisar primeiro a perda do mandato e depois a perda de direitos políticos, como foi feito no caso da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), não será tomada por ele.

Assim, é provável que algum deputado apresente um requerimento solicitando que a votação siga o rito adotado no Senado Federal para julgar o impeachment de Dilma. A sessão que analisa o caso de Cunha será realizada na próxima segunda-feira (12/9), a partir das 19 horas. No entanto, segundo o presidente da Câmara, ele só votará o parecer da Comissão de Ética, que recomenda a cassação, caso haja pelo menos 420 parlamentares presentes.

Aliados do peemedebista também devem tentar obter uma pena mais branda para o deputado, como suspensão por seis meses, por exemplo. Maia afirmou que vai recusar mudanças no rito da votação, mas disse que a decisão final é do plenário. Cunha também estaria tentando esvaziar a votação de segunda-feira para, pelo menos, tentar adiar o processo para depois das eleições municipais.

Cunha é acusado de quebra de decoro parlamentar por omitir a existência de contas suas no exterior. Ao ser questionado sobre o assunto na Comissão Parlamentar de Inquérito, o ex-presidente da Câmara mentiu, conforme atestou investigação do Ministério Público da Suíça.

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