Com a pandemia, a FGV divulga relatório que identifica idosos na população. Em quase 20% dos domicílios, os idosos são os chefes de família

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV Social) divulgou nesta quarta-feira, 8, o estudo “Onde estão os idosos? Conhecimento contra a Covid-19”. A pesquisa busca identificar os idosos brasileiros, que representam 10,53% da população.

Segundo o estudo, o aumento da população acima de 65 anos no Brasil foi de 20%, comparado com os dados de 2012, quando o total era 8,8%. O estudo também identificou que há mais mulheres entre os idosos e pessoas brancas e/ou amarelas, que também tem maior expectativa de vida e taxa de fertilidade.

Em 19,3% dos domicílios do país, os idosos são os chefes de família. Em 91,5% eles são avós na casa, em 69% são sogros ou sogras e 62,2% representam pais ou mães nas residências. Os lares com idosos possuem 25,6% a menos de pessoas do que a média nacional, conforme constatou o estudo.

Renda

Os idosos representam 17,44% dos 5% de brasileiros mais ricos. Dentre os mais pobres, 5% mais pobres, eles representam 1,67%. Na classe AB, eles são 15,54%; na C, 13,07%, na D, 4,71% e na E, eles são 1,4%. Quanto à escolaridade, 30% dos idosos são analfabetos e têm 3,3 anos de estudos completos a menos que a média. Eles são 13,17% dos que possuem casa própria ou terreno no Brasil. Dentre os brasileiros que não possuem internet, eles são 22,47% e 12% dos que possuem TV. 10,22% dos brasileiros que possuem canais pagos.

Os idosos são 13,06% da população do Rio de Janeiro, seguido pelo Rio Grande do Sul (12,95%), São Paulo (11,27%) e Minas Gerais (11,19%). Os estados com a menor proporção de idosos são os da região Norte, com Roraima (5,26%) em primeiro lugar, seguido de Amapá (5,75%), Amazonas (6,7%), Acre (6,9%) e Pará (7,07%).

No mundo

A pesquisa também traz informações sobre a população idosa no mundo. De acordo com o levantamento, o país mais envelhecido em 2020 é o Japão, com 28,4% da população idosa. Em seguida, a Itália, com 23,3%. Os países com menos idosos estão todos localizados na África, com poucos idosos nos Emirados Árabes (1,26%), Catar (1,69%) e Uganda (1,99%).

Os territórios mais ricos são também os que possuem maior proporção populacional de idoso, o que respalda que a qualidade de vida aumenta a expectativa. O Brasil está em posição intermediária. No entanto, a população idosa varia de acordo com a renda. O FGV percebeu que a pandemia se propaga incialmente entre pessoas mais ricas e lugares mais ricos em decorrência de viagens internacionais.