Ponto biométrico para vereadores vai a plenário nesta terça-feira e ainda não é consenso

Autor da matéria aposta em aprovação mas relata a existência de forças contrárias ao projeto e possível emenda

A votação do projeto de autoria do vereador Paulo Magalhães (PSD) que determina a implantação de ponto biométrico para os vereadores deve ir a plenário nesta terça-feira_Jornal Opção
Plenário da Câmara | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

A votação do projeto de autoria do vereador Paulo Magalhães (PSD) que determina a implantação de ponto biométrico para os vereadores deve ir a plenário nesta terça-feira, 16. Ao Jornal Opção o autor da matéria disse contar com 22 assinaturas favoráveis e adiantou que irá usar a tribuna para questionar colegas contrários à medida.

“Estou dependendo de confirmar se colocamos o projeto em votação amanhã ou quarta. Já temos 22 assinaturas que não sei se irão cumprir, espero que sim. Pelo menos eu honro minha palavra, por isso espero que os colegas façam o mesmo”, disse o vereador.

Segundo Paulo Magalhães, o ponto biométrico é uma iniciativa para moralizar o poder. “O vereador é pago para trabalhar em todos os horários em diferentes lugares, temos muitas demandas, mas o plenário é soberano. Não é possível que o parlamentar não possa comparecer três horas, três vezes por semana, ao plenário”.

O vereador pontuou ainda que, muitas vezes, matérias importantes para a população deixam de ser votadas por falta de quórum. “Todo funcionário tem horário a cumprir, temos um salario razoável. Não vai matar ninguém o vereador cumprir o regimento, o plenário é soberano”.

“Terei uma reunião com o presidente da Casa [Romário Policarpo] para que ele me ajude nessa demanda”, disse Magalhães ao indicar que é contra emendas ao projeto.  

“Tem um vereador aí que quer colocar uma emenda para que todos os funcionários batam ponto. Sou contra, pois isso cabe ao secretário e diretor administrativo questionarem”, explicou. “Também tem alguns suplentes que assumiram e não gostam muito da ideia de nos apoiar, mas vamos discutir isso e trabalhar pela aprovação”, concluiu Paulo Magalhães.

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