Policiais civis e militares que atuavam para o tráfico em Anápolis são presos

Até o momento, 18 investigados foram detidos. Foram expedidos 39 mandados de busca, apreensão e prisão

Policiais civis e militares que supostamente estariam envolvidos na prática de diversos crimes em Anápolis foram presos pela Operação Malavita, deflagrada na madrugada desta quarta-feira (29/10) em diferentes cidades, como Alvorada do Norte e Luziânia. As prisões ocorreram também nesses dois municípios pelo fato de alguns deles terem sido transferidos para esses locais.

Entre os ilícitos cometidos pelos agentes públicos estão o tráfico de drogas, ameaças, sequestros, extorsões, lesões corporais e homicídios. Alguns dos crimes teriam sido praticados pela disputa de áreas e do comércio de drogas.

O secretário de Segurança Pública do Estado (SSP-GO), Joaquim Mesquita, disse em entrevista coletiva nesta manhã que a operação ocorreu em conjunto com a Polícia Civil, Militar e a Força Nacional de Segurança (FNS). “Foi uma investigação importante, detalhada e aprofundada que permitiu após a apresentação de relatório ao Poder Judiciário a expedição desses diversos mandados de busca e apreensão e prisão”, informou.

O Ministério Público de Goiás (MPGO) expediu 39 mandados de busca e apreensão e mais 22 de prisão. Dos 14 policiais militares, apenas um não foi preso; dos cinco civis, dois foram detidos. Dos quatro cidadãos comuns investigados, três foram presos.

Segundo as provas, consideradas “muito fortes” por Joaquim Mesquita, os agentes públicos estariam sendo cooptados a trabalhar para traficantes da cidade. “Eles vinham dando sustentação a essa atividade e participaram de diversos crimes”, pontuou.

O titular da pasta destacou a ação das instituições militares que, na visão dele, repudiam esse tipo de prática “cortando da própria carne”. “Toda instituição é formada por pessoas, homens. E alguns desses homens, seja na polícia ou em qualquer lugar, se desviam.”

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