Polícia investiga líder de seita em Goiânia acusado de abusar sexualmente de seguidores

De acordo com denúncia, criador da seita Essenium abusava de jovens durante “rituais de evolução espiritual”. Ele também é denunciado por estelionato

Sede da Essenium foi periciada pela Polícia Técnico Científica | Foto: Reprodução

O líder de uma seita criada em Goiânia é alvo de investigação no 1º Distrito Policial da capital. Diego Morais, criador da Essenium, é atualmente investigado por casos de abuso sexual e estelionato, denunciados por vítimas que faziam parte da seita.

A Essenium é, segundo definição em sua página no Facebook, uma “instituição de conhecimento avançado e aplicado”, baseada em três primícias básicas: ciência, filosofia e tecnologia. Ela visa, conforme publicação na rede social, o “aprimoramento mental do homem, com técnicas modernas e devidamente construídas para este novo mundo”.

Por trás de toda esta espiritualidade, entretanto, se escondem denúncias graves e que podem estar afetando centenas de famílias da capital. Conforme relatos, o criador da instituição estaria se aproveitando das reuniões para abusar sexualmente de jovens seguidores, dentre eles homens e mulheres.

O delegado responsável pelo caso, Isaías de Araújo Pinheiro, adiantou ao Jornal Opção que a investigação teve início no último dia 14 e, desde então, já teriam sido ouvidas nove pessoas, sendo três vítimas e seis testemunhas dos crimes.

A sede da seita, que fica no Setor Sul, foi periciada pela Polícia Técnico Científica e a Polícia Civil, e é aguardado o laudo para saber se há evidências dos abusos. Até agora, se sabe apenas que foi encontrada uma substância parecida com o “Boa Noite Cinderela” — droga muito utilizada em casos de crimes sexuais.

Além dos abusos, o fundador da Essenium é investigado por estelionato. O delegado Isaías de Araújo Pinheiro explicou ao Jornal Opção que Diego colocou o aluguel de imóveis em nome de seguidores e nunca pagou, obtendo vantagem financeira ao enganar pessoas.

O suspeito ainda não foi ouvido pela Polícia Civil. Segundo o delegado responsável, a corporação espera reunir primeiramente todas as evidências e testemunhos, para, aí então, intimar o líder da seita.

Alerta

Reprodução

Com o intuito de reunir as denúncias contra Diego Morais, o jovem Willian Gil criou um site em que relata casos de abuso que ocorriam principalmente durante sessões da seita realizadas pela madrugada. À reportagem, ele conta que os assédios tiveram início em 2016 e as principais vítimas eram jovens entre 18 e 30 anos.  “Ninguém falava sobre isso, até que um amigo meu me contou sobre o caso. Fui atrás e vi que tinha mais de 10 casos de abuso lá dentro”, explicou.

Conforme relatos, as pessoas eram hipnotizadas durante as sessões e os membros não teriam consciência do que ocorria. O fundador da seita convidava os jovens para “rituais de evolução espiritual” e, durante o processo, se aproveitava do momento em que eles estariam inconscientes para cometer os abusos.

“Ele afirma que quem tem relação sexual com ele pode evoluir. E há, dentro da seita, um grupo de dez pessoas que sabem do que ocorre e defendem Diego e essa teoria do ‘sêmen divino’. Tudo isso está gerando um mal estar muito grande, pois as pessoas não sabem se foram ou não vítimas dele, já que só depois que criei o site a informação se espalhou”, diz Willian.

O jovem conta, ainda, que muitas pessoas têm medo e até vergonha de denunciar o caso, tanto por participarem da seita quanto por terem sido abusadas. Além disso, segundo ele, elas também temem ir contra uma pessoa “celestial”, já que Diego afirmaria que é a reencarnação de Moisés, São Paulo, Platão, Jesus, entre outros.

O criador do site que reúne as denúncias contra a seita explicou à reportagem, ainda, que sua intenção é alertar as pessoas, enquanto as investigações não são finalizadas

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Anonymous

O jovem William Gil possui inúmeros vídeos falando de pirâmides e foi diretor de várias
Até onde eu sei esse jovem foi dono de lá
Se houve isso tudo esse jovem aí não seria a melhor pessoa pra acusar