Polícia diz que Hian Alves matou Danilo; participação do padrasto foi descartada

Apresentação da conclusão do inquérito sobre o assassinato da criança de 7 anos foi feita na Delegacia de Investigação de Homicídios

Polícia Civil dá detalhes do inquérito | Foto: Eduardo Pinheiro / Jornal Opção

Em apresentação da conclusão do inquérito sobre o assassinato do menino Danilo de Sousa Silva, de 7 anos, na Delegacia de Investigação de Homicídios, na tarde desta segunda-feira, 10, a Polícia Civil de Goiás (PCGO) apontou que Hian Alves, de 18 anos, matou o menino sozinho. A Polícia não indiciou o outro suspeito, o padrasto Reginaldo Lima, de 33 anos, e descartou sua participação.

A mudança de versão foi corroborada por novos elementos encontrados pela polícia, que indicou a participação exclusiva do Hian no cometimento do homicídio. Ele foi indiciado por ocultação de cadáver e homicídio duplamente qualificado — por motivo fútil e traição.

A primeira versão de Hian, em que ele dizia que seria pago com uma moto para ajudar o padastro a matar o garoto, se mostrou muito frágil.

O delegado Rilmo Braga, titular da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), afirmou que a primeira impressão que os investigadores tiveram era de que o crime havia sido cometido por duas pessoas, pela forma como estava o corpo do garoto. Mas a polícia técnico-científica mostrou que uma só pessoa era capaz de matar o menino.

Além disso, causou estranheza aos investigadores o fato de Hian ter apontado que a arma utilizada no crime, uma vara, estava em uma construção nos fundos da casa do pastor que acolheu o acusado.

Assim, a partir dos novos indícios colhidos em depoimentos e de conclusões da perícia, a polícia conseguiu que Hian confessasse a participação exclusiva no crime.

A morte

Segundo apontou o delegado, Hian premeditou o crime por pelo menos cinco dias. O motivo seria um sentimento de vingança contra o pastor, que era seu pai adotivo, por ter uma amizade “exacerbada” com a família de Danilo.

Além disso, Hian tinha uma rixa com o padastro de Danilo e sabia, pelo histórico de Reginaldo, que seria fácil imputar o crime a ele.

Segundo relatou à polícia, Hian disse a Danilo, no dia do crime, que iria pegar uma pipa com ele que havia caído no matagal. Com isso, conseguiu atraí-lo para o local do crime e matá-lo. Ele teria sufocado o garoto até a morte. Depois, com a vara, dado uma pancada nas nádegas, pois tivera a impressão que o garoto havia respirado.

“Temos informações testemunhais que narra o momento em que Hian chamou a criança para buscar a pipa no matagal”, disse o delegado durante a apresentação do inquérito.

O padastro de Danilo deve ser solto ainda nesta semana.

O caso

O corpo do menino foi encontrado na noite do dia 27 de julho já em estado de decomposição, em um lamaçal nas proximidades da casa da família, no Parque Santa Rita, em Goiânia.

Quatro dias depois, a força-tarefa que investigava a morte do menino prendeu o padrasto e o colega dele por possível envolvimento no crime.

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