Polícia diz que compra de álcool em gel pela Seduc causou perda de R$ 1,3 milhão

Segundo a pasta, todas as solicitações foram plenamente atendidas e as dúvidas apresentadas dirimidas e que Controladoria-Geral do Estado (CGE) fez a verificação de todo o processo de aquisição dos produtos, e não encontrou qualquer tipo de irregularidade

A Polícia Civil investiga servidores da Secretaria de Educação (Seduc) por possível compra irregular de álcool em gel durante a pandemia de Covid-19. Dois foram presos por posse ilegal de arma de fogo durante operação realizada na manhã desta segunda-feira, 21.

A pasta diz, através de nota, que todas as solicitações foram plenamente atendidas e as dúvidas apresentadas dirimidas. Informa, também, que a Controladoria-Geral do Estado (CGE) fez a verificação de todo o processo de aquisição dos produtos, e não encontrou qualquer tipo de irregularidade.

As investigações detectaram problemas na compra de 100 mil frascos de álcool em gel por parte da secretaria. Os órgãos detectaram prejuízo de pelo menos R$ 1,3 milhão na compra dos produtos.

Os frascos de álcool em gel foram comprados por mais de R$ 1,8 milhão. Cafa frasco teria sido adquirido por R$ 18,65. Valor considerado acima da média. De acordo com as investigações, a Polícia Militar adquiriu o mesmo produto por R$ 5,38 a unidade.

Além disso, metade dos frascos não possuíam válvula ‘pump’, que encarece o produto e constava nas notas de compra, mas flip top. Outros frascos estavam com data de entrega posterior à fabricação.

Segundo Maurício Passerini, delegado responsável pelo caso, após a compra, o material não passou pelo almoxerifado da secretaria. O que levantou suspeitas. A polícia ainda investiga quantos frascos foram realmente entregues à secretaria.

A Polícia Civil cumpriu nove mandados busca e apreensão, seis na sede da Secretaria de Educação.

“Agora vamos analisar toda a documentação, encaminhar para a perícia e aguardar o relatório do Fisco para desmentir hipóteses de ter recebido os frascos na integralidade”, aponta o delegado.

Em nota, a Seduc informou que procurou a Polícia Civil para apresentar todo o processo que resultou na aquisição dos produtos. Na oportunidade, fez os devidos esclarecimentos por meio da apresentação dos documentos comprobatórios dos atos e fatos. Ressalta, ainda, que o processo está sendo tratado pelas instâncias responsáveis e que a secretária Fátima Gavioli não está sendo investigada.

Leia a nota completa da Seduc:

  • A Seduc-GO recebe com tranquilidade a atuação das equipes da Polícia Civil de Goiás e se coloca à disposição para esclarecer todo e qualquer questionamento que possa, ainda, eventualmente existir.
  • Esclarece que todas as providências solicitadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO) foram plenamente atendidas e as dúvidas apresentadas largamente dirimidas.
  • Informa, também, que o órgão de Controle do Governo de Goiás, a Controladoria-Geral do Estado (CGE), igualmente fez a verificação de todo o processo de aquisição dos produtos, e não encontrou qualquer tipo de irregularidade.
  • A Seduc-GO destaca, ainda, que procurou a Polícia Civil de Goiás para apresentar todo o processo que resultou na aquisição dos produtos. Na oportunidade, fez os devidos esclarecimentos por meio da apresentação dos documentos comprobatórios dos atos e fatos.
  • Ressalte-se que o processo está sendo tratado pelas instancias responsáveis e que a secretária Fátima Gavioli não está sendo investigada.
  • A Seduc-GO informa que dá continuidade às suas atividades normalmente e reitera que, com transparência, segue o processo de reestruturação de educação pública de Goiás.

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