Polícia Civil reafirma tese de vingança no caso Walmir da Cunha

Delegado apresentou detalhes da investigação que levou a prisão de dois policiais federais, suspeitos do atentado contra o advogado

Delegado Valdemir Branco | Foto: André Saddi

A Polícia Civil apresentou, nesta quinta-feira (29/12), detalhes sobre a investigação que levou à prisão dos irmãos Valdinho e Ovídio Chaveiro, policias federais aposentados suspeitos do atentado contra o advogado Walmir da Cunha, de 37 anos.

O crime ocorreu no dia 15 de julho deste ano, quando a vitima recebeu uma encomenda em seu escritório no Setor Marista: um artefato que acabou explodindo, causando lesões na mão esquerda e no tórax.

O titular da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (Deic), Valdemir Branco, afirmou não restar dúvidas sobre a participação dos irmãos no crime, enfatizando o trabalho minucioso de investigação dos agentes da Polícia Civil e da atuação do Instituto de Criminalística, que foi determinante para o reconhecimento de Ovídio Chaveiro como o responsável pelo envio do explosivo.

Ao analisar as imagens do sistema de videomonitoramento, agentes da polícia técnico-científica o perceberam que o suspeito usava uma tala imobilizadora no braço direito, e ao investigar fotos em seu Facebook, encontraram uma foto em que Ovídio também utilizava uma tala igual à encontrada no vídeo.

O delegado também revelou que Valdinho, no mesmo dia, chegou a fazer uma ameaças por telefone a Walmir, e que dias antes, teria se encontrado com uma estagiária do escritório em uma repartição pública, e fez a seguinte ameaça: “Todos que participaram daquela ação vão pagar pelo que fizeram a minha família!”

As investigações da Polícia Civil ainda descartaram a possibilidade de participação do motoboy que entregou a encomenda, já que ele não sabia do conteúdo da encomenda que foi entregue ao advogado.

As investigações estão em fase final e após a conclusão do inquérito a polícia irá apresentar a motivação do crime e deve colocar os suspeitos à disposição da Justiça. “Deixo claro o apoio que recebemos da Polícia Federal e do Instituo de Criminalística no andamento deste caso, e posteriormente, a Polícia Civil dará mais detalhes sobre a conclusão das investigações”, disse o delegado.

Respeito 

O coronel Edson Costa enfatizou a atuação da Polícia Civil, que teve uma postura estritamente profissional em respeito à Polícia Federal como instituição. “Quero ressaltar a ação profissional, criteriosa e embasada em condições técnicas da Polícia Civil, que agiu de acordo com a lei e sem exposição dos suspeitos, agindo de forma contida e respeitosa”, agradeceu.

Ele também comemorou a liberação de R$ 76,4 milhões do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), para investimentos em construção de novos presídios, modernização e integração do sistema de radiocomunicação da polícia, e também para investimentos nas áreas de inteligência da SSPAP.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de Goiás, Lúcio Flávio Paiva, também afirmou que os ataques aos membros da OAB representam um ataque à Justiça, à cidadania e ao respeito aos cidadãos, e disse que “a Ordem será implacável contra quem atacar a instituição”. Em seguida, prestou homenagem em reconhecimento ao esforço das forças policiais para a solução do caso. “Esperamos que esse crime tenha a devida punição. Parabéns à Polícia Civil pelo excelente trabalho realizado”, afirmou.

A apresentação também foi acompanhada superintendente executivo da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP), coronel Edson Costa, pelo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Divino Alves e o delegado geral da Polícia Civil, Álvaro Cássio dos Santos, superintendente de Polícia Técnico-Científica de Goiás, Rejane Barcelos, superintendente da Polícia Judiciária, Alécio Moreira, Erlon Fernandes, presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB-GO, e do deputado federal João Campos (PRB).

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