Polícia Civil prende mulher suspeita de fingir gravidez para extorquir mais de R$ 400 mil de idoso

Ranielle Ferreira da Silva, 24 anos, conheceu a vítima em 2018, em um bar de Goiânia, quando iniciou com ele um relacionamento. Ela afirmou que teria engravidado e feito um aborto para extorquir o homem de 72 anos

Foto: Reprodução/PCGO

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) realizou a prisão, em flagrante, na última segunda-feira, 31, de Ranielle Ferreira da Silva, 24 anos, e Alberlice Barbosa dos Santos, de 55 anos. Ambas são suspeitas de praticar crime de extorsão e foram presas após um mês de investigação policial que apurou o delito contra um idoso de 72 anos.

A autora, Ranielle, conheceu a vítima em 2018, em um bar de Goiânia, quando iniciou com ele um relacionamento. Em outubro daquele ano, informou falsamente à vítima que estava grávida e que havia feito um aborto, de forma que precisava de dinheiro para custear o tratamento médico e, caso não fosse atendida, levaria a vítima às autoridades por ter consentido no fictício aborto. Amedrontada, a vítima começou a repassar constantemente dinheiro para Ranielle.

Segundo os investigadores, a fim de aumentar a intimidação, Ranielle teria criado um novo perfil de WhatsApp e se apresentado como sendo “Divino”, um fictício capitão da Polícia Militar que seria seu tio. As extorsões passaram a ser feitas então através deste número do suposto capitão de que se apresentava de forma cada vez mais violenta. Houve, inclusive, ameaças de morte caso a vítima não repassasse dinheiro para o pretenso tratamento médico.

Ao longo deste histórico, Alberlice, que é diarista de Ranielle, também passou a fazer parte do esquema criminoso no ano de 2019. Ela se apresentava como a pessoa que estava cuidando de Ranielle por conta do tratamento médico e teria passado a exigir dinheiro para custear o tratamento, sob pena de autorizar “Divino” a matar ou prender a vítima.

A extorsão, que durou cerca de dois anos, passou a ser meio de vida de Ranielle, haja vista que a mesma não possui nenhum tipo de ocupação ou trabalho. As mensagens de ameaças eram enviadas diariamente em busca de dinheiro, sendo os pagamentos feitos através de cheques, transferências bancárias e depósitos e em espécie.

Dinheiro extorquido para custear falsos exames / Foto: Reprodução

O dinheiro do golpe era utilizado para Ranielle manter uma vida confortável em um apartamento em Goiânia e foi utilizado em cirurgias plásticas, tratamentos cosméticos, compra de eletrônicos, celulares de última geração, bolsas e sapatos.

Também teria participado das extorsões Caio Magno Mariano Ferreira, 38 anos, pessoa que mantinha um relacionamento com Ranielle e enviava mensagens de ameaça para a vítima, bem como recebia valores em sua conta.

As autoras foram presas no apartamento de Ranielle, no Setor Cândida de Morais, na capital, no momento em que extorquiam, mais uma vez, a vítima, exigindo dois cheques — um de R$ 7 mil e outro de R$ 4 mil.

Caio Magno, por sua vez, foi levado à Deic e interrogado. Porém, não foi preso por não se encontrar em situação de flagrante delito. As duas mulheres foram custodiadas na Delegacia Estadual de Capturas (Decap).

A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pelo Poder Judiciário após audiência de custódia. Com isso, as investigadas foram encaminhadas à Casa de Prisão Provisória (CPP).

Em análise do aparelho celular de Ranielle, foi possível observar que ela mantém diversos relacionamentos com homens geralmente mais velhos, sempre informando, em algum momento da conversa, que estava grávida, com o fim de posteriormente utilizar o fictício aborto como meio de extorsão.

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