Polícia Civil investiga quem são homens com vestes similares a grupo supremacista americano em ato pró-tortura

Homens segurando cartaz com dizeres “Deus perdoe os torturadores” na Cidade de Goiás ainda não foram identificados

Nesta segunda-feira, 3, a Polícia Civil abriu investigação para apurar quem são os homens encapuzados fotografados em ato pró-tortura na Cidade de Goiás no último domingo, 2. Bruno Azevedo e Cláudia Santana, que documentaram os homens em fotos divulgadas na mídia, neste final de semana, foram ouvidos pela Polícia Civil como testemunhas.

Ambos relataram não saber de quem se trata os encapuzados e afirmaram não terem se comunicado com os manifestantes. À PC, Cláudia contou que viu os homens com roupas similares à Procissão do Fogaréu enquanto se locomovia à Igreja Nossa Senhora do Rosário. Já Bruno disse que estava de visita à cidade quando viu os homens. Ele afirmou não ter compreendido o ato no momento da foto e descreve que teve sensação de “perplexidade”.

Como publicado neste domingo, 2, pelo Jornal Opção, os homens saíram às ruas da cidade no mesmo dia em que apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) se manifestavam por vários estados brasileiros. Os homens, ainda, se aproveitaram de que a vestimenta dos farricocos, tradicional da Festa do Fogaréu, se assemelha à mesma usada por membros da Ku Klux Klan (KKK), entidade supremacista de extrema-direita nos Estados Unidos, conhecida por praticar atos de violência e racismo, e carregaram um cartaz com os dizeres: “Deus perdoe os torturadores”.

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