PMDB descarta apoio a Caiado e chega em 2018 com nome definido ao governo

Último encontro do partido foi marcado por discursos firmes em relação à pré-candidatura de Daniel Vilela

Lideranças do PMDB unidas no evento | Foto: Alexandre Parrode/ Jornal Opção

O encontro do PMDB realizado em Goiânia nesta quinta-feira (14/12) serviu para duas coisas: consolidar as mudanças que o deputado federal Daniel Vilela promoveu após assumir o comando do partido e seu nome como pré-candidato ao governo de Goiás.

A um auditório composto por vereadores, prefeitos, deputados e lideranças, o jovem parlamentar foi praticamente definido como o nome da principal legenda de oposição na disputa do ano que vem.

Com isso, as articulações e investidas do senador Ronaldo Caiado (DEM) para que o PMDB o apoie a governador foram sepultadas. Ante sua ausência, os discursos do dia reconheceram a impossibilidade de uma aliança no primeiro turno, pois nenhum dos lados pretende abrir mão da cabeça de chapa.

Até vozes que ecoavam (em especial nos bastidores) em favor do democrata dentro do PMDB acabaram tendo que ceder em favor de Daniel Vilela. É o caso do prefeito de Goiânia, Iris Rezende, que fazia discursos comedidos sobre 2018, em especial pela relação muito próxima com Caiado.

No evento desta quinta, o decano peemedebista, falando diretamente a Daniel, disse que estará presente durante a campanha e que “não ficará omisso”: “Estaremos juntos.” Apesar de não declarar apoio aberto, quem ouviu a fala entendeu que não há mais como voltar atrás: a pré-candidatura do deputado federal é irreversível.

Entre os discursos mais inflamados do dia, o Jornal Opção destaca alguns:

“É impressionante a desenvoltura de Daniel. Foi presidente e relator de varias matérias muito importantes na Câmara, goza de um respeito ímpar, por isso apesar de jovem tem todas as características e predicados para promover grande mudança no Estado: siga em frente, será nosso próximo governador de Goiás”

Deputado federal Pedro Chaves

 

“Nós do PMDB não podemos deixar de ter candidatura própria. Quem mais se enfraquece de não ter um grande partido, somos nós mesmos”,

Gustavo Mendanha, prefeito de Aparecida de Goiânia

 

“Nosso candidato está aqui. O PMDB tem juízo, tem homens e mulheres preparados para costurar com linha forte um acordo das oposições para ganhar já no primeiro turno. Daniel Vilela, pelo que estou sentindo aqui, você será naturalmente nosso candidato”

Agenor Rezende, ex-governador e prefeito de Mineiros

 

“Temos que perder complexo de vira-lata. Temos 40 prefeitos que cuidam de mais de 60% dos eleitores. São administradores como Iris, Gustavo, Roller, Paulo do Vale. Não temos que ter complexo de vira-lata. Temos um exército de mais de 400 vereadores […] Agora nós temos uma missão muito importante: embaixadores da esperança. Goiás precisa ter governo moderno e corajoso. Daniel sai daqui hoje com o pré candidato a governador. Nosso candidato é Daniel Vilela”,

Wagner Siqueira, deputado estadual

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Luciano Almeida

Como se sabe, o PMDB-GO é o partido da “panelinha”; desde 1982 só se candidata ao governo quem assina Rezende ou Vilela – e Santillo, a exceção de 1986, comeu o pão que o diabo amassou: governou acossado por Iris (coadjuvado por Maguito). Felizmente, quem conhece o PMDB de Goiás vota PSDB.