PF indicia Haddad por caixa 2 na campanha à Prefeitura de SP

Segundo informações do “Estadão”, o inquérito é um desdobramento da Operação Lava Jato

A Polícia Federal indiciou, nesta segunda-feira (15/1), o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), por caixa dois na campanha de 2012. Além dele, foram denunciadas outras seis pessoas, incluindo o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

Segundo informações do “Estadão”, o inquérito é um desdobramento da Operação Lava Jato, que teve início após a homologação da delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, sócio da empreiteira UTC.

O executivo relatou que recebeu um pedido de Vaccari Neto para pagar uma dívida de campanha do então candidato a prefeito Fernando Haddad em 2012. O valor, de R$ 3 milhões, deveria ser pago a uma gráfica pertencente a um homem identificado como “Chicão” — o ex-deputado estadual Francisco Carlos de Souza (PT), flagrado em vídeo chegando à construtora para pegar o dinheiro.

O relatório entregue à Justiça Eleitoral em São Paulo aponta que são responsáveis pela prática de atos de lavagem de dinheiro Zuleica Lopes Maranhão de Souza (ex-mulher de Francisco) e Gilberto Queiroz de Souza (irmão dele), em nome de quem estava a empresa LWC Editora Gráfica Ltda (EPP), à época dos fatos.

A denúncia complica ainda mais a vida do PT, que apostava em Haddad como uma segunda opção para disputar a Presidência, caso o ex-presidente Lula fosse impedido pela Justiça de concorrer.

Resposta

Por meio da assessoria de imprensa, o ex-prefeito Fernando Haddad negou as acusações e disse confiar no arquivamento do inquérito.

Veja nota na íntegra:

“Não há o mínimo indício de qualquer participação de Fernando Haddad nos atos descritos por um colaborador sem credibilidade, cujas declarações já foram colocadas sob suspeita em outros casos. O uso descuidado do indiciamento sem elementos concretos de prova banaliza o instituto que deveria ser reservado para situações em que ao menos haja indicio de envolvimento de alguém em atos ilícitos.

O delegado desconsiderou o depoimento do dono da gráfica, o empresário Francisco Carlos de Souza que negou ter recebido recursos da UTC para quitar divida de campanha do ex-prefeito Fernando Haddad.

O delegado também desconsiderou as provas apresentadas que atestam a suspensão da única obra da UTC na cidade, o túnel da avenida Roberto Marinho, em fevereiro de 2013, data anterior portanto ao suposto pagamento.

Da mesma forma que outras ações do delegado João Luiz de Moraes Rosa foram bloqueadas pela Justiça, temos aconfiança que está terá o mesmo destino.”

Fernando Haddad

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